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Botafogo Social x Textor: guerra de narrativas sobre operações na SAF

Conflito entre Textor e Botafogo Social intensifica disputa por novas cotas, em meio à crise financeira que ameaça pagamentos e o futuro da SAF

John Textor e João Paulo Magalhães (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
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  • Botafogo vive grave crise financeira com caixa comprometido e risco de novo transfer ban, segundo a reportagem do Lance!.
  • Em fevereiro, o clube recebeu 25 milhões de dólares para pagar dívidas, incluindo uma com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada, que gerou punição da FIFA em registros de atletas.
  • Parte do dinheiro foi destinada ao RWDM Brussels (Bélgica) e ao retorno de Huguinho; pagamento de 10 milhões de dólares já foi efetuado, restando parcelas ainda em aberto.
  • Divergências entre John Textor e João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo Social (minoritário com 10%), envolvem a condução da SAF e a possibilidade de emissão de novas cotas para atrair investidores.
  • Justiça barrou mudanças na estrutura societária da Eagle Bidco ligada à SAF, mantendo Textor no comando e abrindo a possibilidade de anulação de alterações, com novas conversas entre as partes ainda neste período.

Nas últimas semanas, o Botafogo enfrenta uma grave crise financeira que compromete o caixa e pode afetar pagamentos a elenco, funcionários e dívidas. Há o temor de um novo transfer ban, segundo apuração do Lance!.

Em fevereiro, a diretoria recebeu 25 milhões de dólares para atender contas emergenciais. A dívida mais alta é com o Atlanta United, referente à compra de Thiago Almada, que resultou em punição da Fifa por registros de atletas. Foi pago 10 milhões de dólares e houve acordo de parcelamento, mas já preocupa a parcela de março.

Parte do montante foi destinada a débitos com outras partes, além de valores ao RWDM Brussels, da Bélgica, relacionados a operações com jogadores. O retorno de Huguinho, por exemplo, é citado entre os valores movimentados, com valorização do atleta desde a volta ao Botafogo.

Batalha interna nos bastidores da SAF

John Textor e João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo, mantêm relações profissionais, mas divergem sobre a condução da SAF. O Botafogo Social, acionista minoritário de 10%, atua como fiscal do projeto e sinaliza mudanças possíveis na estrutura societária.

O principal ponto em disputa é a assinatura de um documento para permitir emissões de novas cotas, visando atrair investidores parceiros. Textor aponta que, sem esse passo, a gestão tende a enfrentar ainda mais dificuldades nos próximos meses.

Magalhães, no entanto, é reticente. Alega que há decisão judicial impedindo a entrada de terceiros no quadro societário e sustenta que a movimentação poderia retirar a SAF da estrutura da Eagle, prejudicando investidores que já aportaram ou possam aportar.

No dia 31 de julho de 2025, a 3ª Vara Empresarial da Capital deferiu arresto cautelar sobre as ações da Eagle Bidco na SAF do Botafogo, em processo de cobrança de dívida, mantendo Textor no comando, mas restringindo mudanças estruturais. A Justiça também pode anular alterações no quadro acionário ou o uso de arbitragem prevista para os próximos 60 dias.

Diante desse cenário, a cúpula do Botafogo avalia novas conversas entre as partes. A crise financeira persiste, afetando o dia a dia do clube, que também vive situação esportiva delicada após eliminação na terceira fase preliminar da Libertadores e ameaça de rebaixamento no Brasileirão.

A expectativa é de que haja avanços em novas tratativas nas próximas semanas, com foco em garantir recursos para a operação do clube e estabilidade da SAF, sem detalhar planos ou prazos oficiais.

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