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Corinthians pede inquérito contra Adriano Alves por estelionato

Corinthians solicita à polícia abertura de inquérito contra Adriano Monteiro Alves por fraude estruturada e estelionato, por negociação sem autorização da diretoria

Parque São Jorge, sede do Corinthians — Foto: Yago Rudá
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  • Corinthians entrou com notícia-crime pedindo abertura de inquérito contra Adriano Monteiro Alves por fraude estruturada e estelionato, por uso indevido do nome, da marca e da estrutura do clube.
  • A denúncia sustenta que Adriano, membro da Comissão de Marketing e irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, negociou contratos sem autorização da diretoria.
  • Havia acordo de exclusividade com a Plug Financeira, válido por 36 meses, para integrar sistema de pagamento no aplicativo Univers o SCCP e em sistemas da Liga Tech, com pagamento antecipado de R$ 750 mil.
  • O adiantamento seria pago a Ervas da Amazônia Ltda., registrado em nome da advogada Aldilene Francisca de Moraes, com encontros ocorrendo no escritório dela.
  • A diretoria afirma ter tomado ciência da negociação só após contato de representantes da Plug Financeira e acionou a polícia para apurar possível fraude e estelionato; Adriano não respondeu à nossa tentativa de contato.

O Corinthians protocolou uma notícia-crime no 52º Distrito Policial de São Paulo, pedindo a abertura de inquérito contra Adriano Monteiro Alves por fraude estruturada e estelionato. A ação envolve uso indevido do nome, da marca e da estrutura do clube.

A denúncia aponta que Adriano, que atua na Comissão de Marketing do Conselho Deliberativo e é irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, teria negociado contratos sem a autorização da diretoria. O acordo seria com a Plug Financeira para exclusividade de 36 meses.

O contrato visaria a integração do sistema de pagamento ao ecossistema digital de produtos do aplicativo Universo SCCP e aos sistemas da Liga Tech, responsável pelo Fiel Torcedor. O adiantamento exigido seria de R$ 750 mil.

Denúncia e próximos passos

Segundo o documento, o pagamento inicial seria feito à empresa Ervas da Amazônia Ltda, registrada em nome da advogada Aldilene Francisca de Moraes. Os encontros teriam ocorrido no escritório da advogada, conforme a denúncia do clube.

O Corinthians afirmou ter tomado ciência da negociação quando um representante da Plug Financeira procurou o Parque São Jorge, em busca de continuidade da tratativa com o presidente Osmar Stabile. A diretoria pediu à polícia a abertura de investigação.

A reportagem tentou contato com Adriano Monteiro Alves e com a Ervas da Amazônia Ltda, mas não obteve retorno imediato. O clube informou que manterá a apuração sob sigilo até novo comunicado.

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