- Raphael Rezende, ex-scout demitido no corte de gastos da SAF do Botafogo, falou pela primeira vez desde a saída, após quase quatro anos no clube.
- Em entrevista ao Lance!, ele elogiou o ambiente de trabalho e a hierarquia, mas citou a crise institucional e os bastidores envolvendo John Textor como possível influência no dia a dia.
- O ex-funcionário afirmou que a saída pode ter sido parte de um momento de reformulação do clube e que ciclos se encerram naturalmente, deixando espaço para aprendizados.
- Sobre a demissão do técnico Martín Anselmi, Rezende comentou que o contexto da SAF moldou a condução da equipe e que a decisão pode ter sido afetada pela conjuntura do clube.
- Sem treinador, o Botafogo tem Rodrigo Bellão, atual comandante do sub-20, como interino, e realiza reuniões para definir o nome ideal, em meio à crise e a um possível recuperação da temporada.
Raphael Rezende, ex-scout do Botafogo, falou pela primeira vez desde a demissão durante o processo de redução de quadro da SAF do clube. Em entrevista ao Lance!, ele confirmou a saída após cerca de quatro anos e avaliou o momento atual da equipe, agora sem o técnico Martín Anselmi.
O ex-funcionário destacou o ambiente de trabalho positivo e uma estrutura de gestão colaborativa, com hierarquia horizontal que valorizava a voz de diferentes setores. Por outro lado, citou a crise institucional envolvendo John Textor nos bastidores como possível fator que influenciou o dia a dia e as decisões administrativas.
Rezende explicou que participou do período de venda do clube e não foi contratado pela SAF, o que reforçou a ideia de que o ciclo se encerrou naturalmente. Ele afirmou ter aprendido com a experiência e ressaltou que os últimos meses tiveram desafios, mesmo mantendo uma visão de aproveitamento do tempo dedicado ao Botafogo.
Situação técnica e cenários
Mesmo com a vitória fora de casa sobre o Red Bull Bragantino, o Botafogo decidiu pela saída de Martín Anselmi. A SAF justificou a medida pela falta de evolução, progresso e resultados desejados para um clube campeão. O ex-scout analisou que o contexto administrativo, com maior influência de Textor, pesou na condução da demissão.
Segundo Rezende, a presença de Textor nos aspectos operacionais apareceu com maior força nos momentos decisivos. Ele afirmou não acompanhar os últimos dias do processo, mas ressaltou que a escolha inicial de treinador deve ser entendida à luz da conjuntura institucional do clube.
O programa técnico também foi apontado como um ponto de atenção. A diretoria do Botafogo buscava equilibrar o elenco para atender às ideias do treinador, enquanto enfrentava um transfer ban e ajustes de montagem. O exemplo citado envolveu a possível utilização de Villalba, ponta com perfil mais agudo, que não se encaixava exatamente no modelo que Anselmi pretendia.
Situação atual e próximos passos
Com Anselmi fora, o Botafogo trabalha com Rodrigo Bellão, responsável pelo time sub-20, na função de interino. A diretoria realiza reuniões para definir o nome que comande a equipe na busca por recuperação da temporada diante da crise institucional.
A equipe segue em fase de reestruturação interna e avaliação de perfis para o cargo de treinador principal, enquanto o clube busca soluções rápidas para manter o ritmo competitivo. A situação continua sob intensidade de cobrança e foco na tomada de decisões estratégicas, alinhadas aos objetivos da SAF.
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