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Associativo do Botafogo ajuíza ação contra a SAF por suspeita de fraude

Associativo detentor de 10% da SAF move ação arbitral na FGV por suspeita de fraude e descumprimento da cláusula de compra de 400 milhões, envolvendo o Lyon

John Textor e João Paulo Magalhães (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
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  • O associativo do Botafogo, que detém 10% das ações da SAF, pretende acionar a justiça por suspeita de fraude e quebra de contrato, e já enviou três notificações solicitando documentos sem retorno.
  • A suspeita central é de que a cláusula de compra do clube-empresa não tenha sido integralmente cumprida, especialmente o aporte de 400 milhões de reais previsto no contrato.
  • A disputa envolve movimentações com o Lyon, clube francês que também pertence à Eagle Football, com a acusação de que parte dos valores foi transferida para o Lyon antes de serem revertidos em investimentos no Botafogo.
  • O caso será resolvido por arbitragem conduzida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), órgão autônomo utilizado para dirimir conflitos empresariais.
  • Em nota oficial, a SAF informou que, entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, o Lyon transferiu mais de 233,7 milhões de reais ao Botafogo e que o orçamento e investimentos superaram as metas previstas, com valorização do elenco estimada em cerca de 750 milhões de reais.

O associativo do Botafogo, titular de 10% das ações da SAF, ingressa com ação judicial por suposta fraude e quebra de contrato em relação às movimentações da Eagle Football. A medida envolve documentos, valores e transações ainda não divulgados. A intentiva é fiscalizar o cumprimento do acordo.

Segundo apurações, a diretoria do social já enviou três notificações formais solicitando transparência sobre documentos e operações financeiras, sem retorno satisfatório. A expectativa é esclarecer irregularidades apontadas pelo grupo associativo.

A disputa envolve o aporte de 400 milhões de reais previsto em contrato, com suspeitas de que não teria sido integralmente cumprido. O foco é entender o fluxo de recursos ligado ao clube Lyon, também pertencente à Eagle Football, e possível uso de parte dos valores.

O objetivo é confirmar se parte dos aportes foi transferida ao Lyon antes de serem revertidos em investimentos no Botafogo. A controvérsia levou à decisão de resolver o caso por arbitragem, sob a condução da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A FGV atuará como órgão autônomo com poder jurisdicional, oferecendo alternativa ao Poder Judiciário para conflitos empresariais. A arbitral deverá analisar as movimentações financeiras nos próximos meses.

O cenário ocorre paralelo a disputas envolvendo John Textor, a Eagle Football e a Ares, principal credora da holding do empresário. A arbitragem terá como ponto central a análise de documentos, contratos e fluxos de caixa.

Nota oficial da SAF Botafogo detalha valores investidos e a situação da infraestrutura. Em resposta, a SAF sustenta que aportes previstos foram cumpridos, e que infraestrutura de treino e atuação financeira avançaram significativamente.

Entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, a SAF afirma que o Lyon transferiu ao Botafogo cerca de 233,7 milhões de reais. Alega ainda que o acordo prevê aporte total de 400 milhões, com orçamentos anuais acima das metas.

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