- A repescagem da Copa tem duas vias: intercontinental, que cruza seleções de regiões diferentes, e europeia, da UEFA, usada desde os anos noventa para decidir vagas adicionais.
- Ao longo da história, a repescagem já gerou episódios marcantes, como o caso inédito de 1958 (País de Gales classificado após sorteio contra Israel) e o uso permanente do formato a partir de 1962, ampliando o torneio.
- Em 1974 houve um episódio político no Chile que impactou a repescagem: a União Soviética se recusou a jogar, resultando na vitória por oscilação do Chile sem jogo; em campo, a vaga ficou definida.
- Nas décadas seguintes, a repescagem foi definidora para várias seleções, com exemplos como Colômbia em 1990, Argentina em 1994, Irã em 1998, Uruguai em 2002, 2010 e 2014, além de Peru, Austrália e Costa Rica em edições recentes.
- A partir de 2026, o modelo muda para um Torneio de Repescagem da Fifa, em sede única, disputando as duas últimas vagas do Mundial ampliado. A lista de classificados via repescagem europeia inclui Bélgica (1986), França (2010, 2014) e outros ao longo das décadas, com destaque para as eliminações de Itália em 2017/2022.
A repescagem da Copa do Mundo ocupa um lugar único na história do torneio. Vai além de uma segunda chance, concentrando jogos decisivos das Eliminatórias e atravessando crises políticas e confrontos entre estrelas. Ao longo das décadas, formatos distintos moldaram esse caminho.
Os formatos em uso são o intercontinental, que cruza seleções de diferentes regiões, e o europeu, mais recente e restrito à UEFA. O número de vagas variou conforme a expansão do Mundial, sempre alimentando momentos-chave da jornada rumo ao torneio.
1958 trouxe um caso único: Gales foi classificado por meio de um playoff após Israel não ter adversário na chave por motivos políticos. A FIFA organizou um sorteio entre segundos colocados da Europa, e Gales venceu por 2 a 0 fora e repetiu a vitória em casa.
Repescagem intercontinental: lista de classificados
- 1958: País de Gales
- 1962: Espanha, Iugoslávia, México
- 1974: Chile
- 1978: Hungria
- 1986: Escócia
- 1990: Colômbia
- 1994: Argentina
- 1998: Irã
- 2002: Irlanda, Uruguai
- 2006: Austrália, Trinidad e Tobago
- 2010: Nova Zelandia, Uruguai
- 2014: México, Uruguai
- 2018: Peru, Austrália
- 2022: Austrália, Costa Rica
Em 2026, o modelo muda: será realizado um Torneio de Repescagem da Fifa, com seis seleções disputando as duas últimas vagas no Mundial ampliado, em sede única.
Repescagem europeia: modelo e casos marcantes
A repescagem europeia, criada na década de 1980 e consolidada a partir dos anos 1990, concentra-se nos duelos da UEFA e já produziu alguns momentos históricos, como o gol irregular de Henry em 2009 contra a Irlanda, e a atuação de Cristiano Ronaldo em 2013 contra a Suécia.
Caso emblemático ocorreu em 2017, quando a Itália foi eliminada pela Suécia. Em 2022, a Azzurra sofreu nova surpresa ao perder para a Macedônia do Norte, ficando fora de dois Mundiais seguidos.
Classificados via repescagem europeia
- 1986: Bélgica
- 1998: Bélgica, Croácia, Itália, Iugoslávia
- 2002: Bélgica, Alemanha, Eslovênia, Turquia
- 2006: República Tcheca, Espanha, Suíça
- 2010: França, Grécia, Portugal, Eslovênia
- 2014: França, Grécia, Portugal, Croácia
- 2018: Suíça, Croácia, Dinamarca, Suécia
- 2022: Portugal, Polônia, País de Gales
As repescagens moldaram trajetórias de seleções ao longo das décadas, refletindo mudanças políticas, geográficas e técnicas do futebol mundial.
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