- Liminar da Justiça de São Paulo suspendeu as eleições da Federação Paulista de Futebol (FPF) para presidente.
- A Câmara de Arbitragem autorizou o pleito e Reinaldo Carneiro Bastos foi reeleito.
- Bastos assume o triênio 2027 a 2030, mantendo o cargo após a vitória unânime.
- Os vices eleitos foram Fernando Solleiro e Mauro Silva, que já integravam o grupo.
- Desportivo Brasil foi o único dos 64 clubes que não subscreveu a chapa; ação questionava irregularidades no estatuto.
Reinaldo Carneiro Bastos foi reeleito presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) para o período 2027-2030, após ter a eleição suspensa por liminar, mas validada pela Câmara de Arbitragem. O pleito ocorreu nesta quarta-feira, na sede da FPF, com Bastos concorrendo sozinho e vencendo por unanimidade.
A liminar publicada na manhã de terça-feira pela desembargadora Débora Vanessa Caús Brandão, do TJ-SP, suspendeu a eleição após recurso da Liga Mauaense de Futebol, que aponta irregularidades no estatuto da federação aprovado em 2025. A paralisação interrompeu o processo momentos antes da votação inicial.
A FPF recorreu ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) e obteve autorização para realizar o pleito nesta quarta. Bastos recebeu o apoio de 12 clubes conforme regra estatutária, com apenas o Desportivo Brasil não subscrevendo a chapa.
Como ocorreu a eleição
Bastos disputou sozinho o cargo e foi eleito pela comissão que compõe a presidente mais dois vice-presidentes. Fernando Solleiro e Mauro Silva foram reeleitos para o posto de vice. A chapa já integrava o grupo de Bastos desde o mandato anterior.
Contexto estatutário
Segundo o estatuto da FPF, o período entre 2015 e 2018 não é contado como mandato, pois Bastos ocupou o cargo de forma interina. Assim, podem ocorrer três mandatos consecutivos, desde que respeitados os artigos do estatuto, FIFA e CONMEBOL.
Quadro de apoio
Entre os clubes filiados, 64 compõem as quatro primeiras divisões, com apenas o Desportivo Brasil sem subscrição à chapa. Houve, ainda, tentativas de candidatura de outros nomes, como Wilson Marqueti, sem apoio suficiente para pleitear vaga.
Implicações
A decisão encerra um longo impasse que envolveu questionamentos sobre legitimidade estatutária e continuidade da gestão. A direção da FPF permanece estável até 2030, preservando o ciclo atual da entidade.
Avaliação institucional
Especialistas destacam que a resolução pela CBMA foi determinante para a continuidade da gestão, evitando rupturas no calendário do futebol paulista. A federação informou que seguirá com as atividades previstas para o restante do ano.
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