- O fundo Ares Management nomeou Cork Gully como administradora da Eagle Football Holdings Bidco, responsável pelo Botafogo e pelo Olympique Lyonnais, nesta sexta-feira (27).
- A nomeação é unilateral e a Cork Gully afirma que não vai interferir diretamente na gestão da SAF Botafogo; John Textor permanece à frente do Botafogo, enquanto Michele Kang comanda o Lyon.
- A administradora reconheceu a importância da estabilidade dos clubes, mas não descartou vender ativos para resolver dívidas.
- A Eagle Football afirmou que vai trabalhar com a Cork Gully e que a revisão buscará responsabilizar a Ares por suas ações, mantendo as operações dos clubes.
- O caso envolve disputas entre Eagle Bidco e a Ares por controle financeiro, ligado à dívida de 450 milhões de dólares pela compra do Lyon em 2022.
O fundo Ares Management nomeou a consultora inglesa Cork Gully como nova administradora da Eagle Football Holdings Bidco, controladora do Botafogo e do Olympique Lyonnais. A nomeação ocorreu nesta sexta-feira, 27, em meio a disputas legais entre a Eagle Bidco e o investidor.
A Eagle informou que a decisão foi tomada de forma unilateral pela Ares. A Cork Gully passa a administrar a Eagle Bidco, mas não deve interferir na gestão dos clubes. Assim, John Textor segue no comando da SAF do Botafogo e Michele Kang no Lyon.
A Cork Gully afirmou que a nomeação visa estabilizar a empresa e manter os clubes operando. Em comunicado, a firma destacou a importância de respeitar os interesses de todas as partes envolvidas, incluindo funcionários e torcedores.
Apesar da sinalização de estabilidade, a nova administradora não descartou a venda de ativos para resolver dívidas. O objetivo principal é manter a Eagle Bidco em funcionamento e favorecer credores, caso não seja possível a recuperação da empresa.
A Eagle respondeu, afirmando discordar da nomeação, mas disse que poderá trabalhar com a administradora para responsabilizar a Ares por ações anteriores. A Eagle ressaltou que os clubes não entram em insolvência durante a administração.
Em Londres, os administradores deverão conduzir a revisão da Eagle Bidco e considerar os interesses de todas as partes interessadas, não apenas de credores. O regime de moratória passa a vigorar para a Eagle Bidco.
Entretanto, o comunicado da Cork Gully reforça que nenhum clube foi incluído em processos de insolvência e as operações diárias continuam normais. A atuação busca proteger o valor e a continuidade dos negócios.
Possibilidade de venda das SAFs não está descartada, segundo a Cork Gully. A administração visa alcançar um resultado melhor para credores ou recuperar a empresa, em última instância.
A disputa entre Textor, Eagle Bidco e Ares tem raízes na dívida de 450 milhões de dólares contraída para o Lyon, não quitada pelo grupo de Textor. O caso envolve controles acionários em múltiplos clubes.
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