- Jogadores iranianos usaram braçadeiras pretas e seguraram mochilas cor-de-rosa e roxas com fitas durante o hino, em Belek, na Turquia, antes do amistoso contra a Nigéria.
- O protesto foi feito como gesto simbólico de solidariedade às vítimas da escola atacada no primeiro dia de ataques entre EUA e Israel no Irã.
- Mehdi Mohammad Nabi, vice-presidente da federação de futebol do Irã, disse que a decisão foi coletiva e visa expressar apoio às vítimas.
- A participação do Irã na Copa do Mundo nos EUA, México e Canadá está em avaliação, em meio ao conflito em curso e às investigações sobre o ataque.
- O Irã perdeu por 2 a 1 para a Nigéria; o próximo amistoso é contra a Costa Rica, na terça-feira, em Turquia.
O Irã realizou um protesto silencioso antes de um amistoso contra a Nigéria, na Turquia, nesta sexta-feira. Os jogadores usaram braçadeiras pretas, alinharam-se ao som do hino e seguraram mochilas escolares coloridas como símbolo.
As mochilas eram cor-de-rosa e roxas com fitas, referência a um ataque que Teerã atribui à Escola Shajareh Tayyebeh, com pelo menos 175 mortos, incluindo crianças e docentes, no início de ataques conjuntos entre EUA e Israel. Mehdi Mohammad Nabi confirmou o gesto à Reuters.
Protesto durante o hino: segundo Nabi, a decisão foi coletiva e visa expressar solidariedade às vítimas. A equipe de futebol do Irã também acompanha os desdobramentos que envolvem investigações sobre o ataque, com a ONU pedindo um desfecho claro.
A cerimônia de hino ocorreu antes do amistoso entre Irã e Nigéria na cidade de Belek, na região mediterrânea da Turquia, em preparação para a Copa do Mundo. A participação iraniana no torneio permanece incerta por causa do conflito.
A federação iraniana informou que o time está ciente das discussões no Conselho de Direitos Humanos da ONU e aguarda uma posição clara sobre as investigações em curso. A decisão foi tomada em meio a debates recentes sobre políticas de hino no time feminino.
No plano esportivo, o Irã perdeu por 2 a 1 para a Nigéria. A equipe volta a jogar na terça-feira (31), contra a Costa Rica, também na Turquia, em novo amistoso. A tendência é manter o foco em preparação para a competição internacional.
Fontes oficiais apontam que o protesto teve como objetivo simbólico chamar atenção para as vítimas de ataques, sem associar a ações de governo a eventos específicos. A cobertura está sujeita a atualizações conforme evoluam as investigações.
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