- Justiça do Rio de Janeiro decidiu extinguir o processo e encaminhar a disputa para arbitragem pela Câmara da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com a finalidade de definir o futuro da gestão da Botafogo S.A. (SAF).
- A arbitragem envolve John Textor, o principal acionista, a Ares (fundo credor da Eagle) e o Botafogo Social, com a FGV escolhida pelas partes para julgar o caso.
- O Tribunal Arbitral terá três árbitros, sendo um indicado por cada parte e um terceiro escolhido em consenso; os árbitros devem ser independentes e imparciais.
- As decisões do Tribunal Arbitral são finais, sem possibilidade de recurso, e Textor permanece no comando da SAF até a conclusão final da arbitragem.
- Paralelamente, o associativo do Botafogo protocolou recurso na Justiça para tentar derrubar a liminar que mantém Textor no cargo, conforme a tramitação na 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que a disputa entre John Textor, proprietário do Botafogo, e a Ares/Eagle será resolvida em Tribunal Arbitral, conduzido pela Câmara da Fundação Getúlio Vargas. A extinção do processo ocorreu, e os próximos passos seguem para a arbitragem, com decisão final fora do alcance de recursos. Textor permanece no comando da SAF Botafogo até a conclusão do caso.
Arbitragem é um meio privado de resolução de conflitos, com sentença definitiva. A Panels da FGV foi escolhida como Câmara arbitral pelas partes envolvidas na disputa entre Ares, Eagle e Botafogo Social, com base em acordo sobre a via de resolução de conflitos.
Os árbitros nomeados compõem um trio: um indicado por cada parte e um terceiro em consenso. Eles devem ser independentes, imparciais e cumprir o dever de revelação para evitar conflitos. Impugnações são possíveis, desde que fundamentadas.
Como funciona a arbitragem
A decisão arbitral é final e não há recurso dentro do processo. A sentença tem efeito jurídico semelhante ao de uma decisão judicial, mas sem tramitação pela Justiça estadual.
Situação atual no Botafogo
A Justiça manteve decisões anteriores até a análise pela arbitragem. Textor continua no comando da SAF Botafogo, enquanto a arbitragem julga o conflito envolvendo a estrutura de governança e o controle acionário.
Paralelamente, o associativo do Botafogo protocolou na Justiça do Rio uma petição para derrubar a liminar que sustenta Textor no comando. Advogados do clube citam risco de novas operações financeiras para mascarar a situação do clube.
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