- Em um amistoso entre Espanha e Egito, cantos islamofóbicos foram ouvidos nas arquibancadas do estádio Cornellà-El Prat.
- A torcida española entoou “quem não pula é muçulmano” e vaiou o hino do Egito, minutos antes da partida começar.
- Lamine Yamal, destaque da Espanha, é muçulmano, fato que não impediu a comoção antirracista entre parte da torcida.
- O árbitro Georgi Kabakov não acionou o protocolo antirracista da Fifa, mesmo com os cantos, e o sistema de som pediu que os cânticos cessassem.
- A Federação Espanhola de Futebol publicou nota condenando o incidente; o protocolo antirracista prevê três etapas, com suspensão ou cancelamento da partida caso os ataques persissem.
O amistoso entre Espanha e Egito, realizado no Estádio Cornellà-El Prat, registrou cantos de cunho discriminatório durante a partida. A torcida entoou músicas de cunho islamofóbico, inclusive uma frase que sugere que quem não pula é muçulmano, após vaiarem o hino do Egito.
O episódio ocorreu durante o início do confronto, que reuniu atletas de ambos os países. Entre os envolvidos, destaca-se Lamine Yamal, jogador da seleção espanhola, que é muçulmano, o que não impediu a presença de torcedores com mensagens negativas.
O árbitro, Georgi Kabakov, não acionou o protocolo antirracismo da Fifa naquele momento, o que manteve a partida em andamento. Em seguida, o sistema de som pediu que os cânticos cessassem, e a Real Federação Espanhola de Futebol/K Federação condenou o ocorrido nas redes sociais.
Protocolo antirracismo
O protocolo envolve três etapas: o árbitro avalia a denúncia e decide se paralisa ou não o jogo; telões exibem a comunicação do incidente e o árbitro sinaliza que a partida pode ser suspensa. Se os ataques persistirem, a arbitragem pode cancelar o confronto.
A súmula registra os fatos e determina os próximos passos, com base na avaliação da dimensão do ocorrido. A Fifa orienta que as autoridades esportivas adotem medidas proporcionais para manter a segurança e a integridade do evento.
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