- John Textor, dono da SAF do Botafogo, afirma que o clube não é o Vasco e cobra a assinatura da segunda parcela do empréstimo acordado em fevereiro.
- A liberação depende da assinatura de João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo associativo, em um documento que prevê a conversão da dívida em participação societária para os novos investidores.
- O aporte de setenta e cinco milhões de dólares já foi recebido na prática em formato de dívida, sem previsão de participação acionária, e hoje não houve a liberação da segunda parcela.
- Investidores envolvidos são GDA Luma Capital e Hutton Capital, que têm receio de gerar atrito com a Ares e buscam evitar conflitos em outros negócios.
- Textor acusa o clube social de bloquear receitas de transferências no valor estimado de 34 milhões e aponta que o grupo tem de assinar os documentos para facilitar o aporte, mantendo o restante do processo sob gestão.
John Textor, dono da SAF do Botafogo, volta a cobrar a aprovação da segunda parcela do empréstimo selado em fevereiro. A liberação depende da assinatura de João Paulo Magalhães, presidente do clube associativo, para formalizar o repasse aos investidores.
A operação envolve a conversão parcial da dívida em participação societária para GDA Luma Capital e Hutton Capital, conforme cláusula do acordo. Na primeira parcela, em vigor, o dinheiro foi recebido sem a previsão de participação acionária.
Magalhães afirma que não há assinatura prevista e o dinheiro não entrou nesta etapa. Segundo apuração do GE, os investidores temem atritos com a Ares, com quem mantêm relações em outros negócios ao redor do mundo.
Ações, prazos e entraves
Textor, em resposta à ESPN, comparou a situação ao caso do Vasco, em que a Justiça permitiu mudanças de poder no clube social. Ele pediu a assinatura do documento para destravar o empréstimo e citou intervenções judiciais anteriores sobre venda de jogadores.
O americano afirmou que o negócio é diferente do Vasco e que a SAF está em conformidade com o acordo. Disse ainda que aportes já realizados superam o que foi exigido e que não houve notificação de descumprimento pelo clube social.
Conforme relato, parte do clube social critica publicamente a gestão, enquanto se recusa a assinar documentos que permitiriam atrair capital. Textor afirma que houve bloqueio de receitas de transferências, afetando contratos com atletas por prazo prolongado.
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