- Em 2025, a receita recorrente ficou em R$ 1,571 bilhão e o EBITDA atingiu R$ 616 milhões, com recorde de vendas de atletas em R$ 519 milhões.
- A dívida líquida caiu para R$ 174 milhões em 2025, após subir para R$ 344 milhões em 2024; histórico recente indica recuperação financeira após momentos de alta.
- As receitas do Flamengo cresceram nos últimos anos, com R$ 1,4 bilhão em 2024 e R$ 1,5 bilhão em 2023, impulsionadas por premiações, receitas comerciais e jogos no Maracanã.
- Em 2025, o clube destinou R$ 636 milhões para compra de direitos federativos, incluindo contratações de Samuel Lino, Carrascal, Emerson Royal, Juninho e Plata, além de luvas pagas a jogadores.
- O balanço aponta que o retorno a um patamar elevado de transferências valoriza atletas formados na base e reflete negociações estratégicas de direitos econômicos.
O Flamengo apresentou em 2025 um balanço com receita recorde e redução na dívida líquida. A receita total consolidada mostrou crescimento em relação aos anos anteriores, impulsionada por premiações esportivas, expansão de receitas comerciais e maior arrecadação com jogos após a consolidação da gestão do Maracanã. O desempenho também foi impulsionado por um volume elevado de transferências.
A receita recorrente atingiu 1,571 bilhão de reais, enquanto o EBITDA ficou em 616 milhões. Ancorando o resultado, o mercado de jogadores teve peso central: 519 milhões de reais vindos de vendas de atletas no ano, o maior da série histórica e bem acima dos 113 milhões de 2024.
Entre as aquisições, o Flamengo investiu 636 milhões de reais na compra de direitos federativos, superando 2024 (435 milhões) e 2023 (301 milhões). Contratações relevantes incluíram Samuel Lino, Carrascal, Emerson Royal, Juninho e Plata, além de o clube ter pago luvas a jogadores como Michael, Jorginho, Pulgar, Gerson, Danilo e Varela.
O desempenho financeiro também mostra que o clube ampliou o volume total investido no elenco ao longo da temporada, buscando fortalecer o time e manter a volatilidade positiva do negócio. O retorno a patamar elevado de transferências é apontado como reflexo da valorização de atletas formados na base e de estratégias com direitos econômicos.
Dívida em queda e panorama histórico
A dívida operacional líquida caiu para 174 milhões de reais em 2025, ante 344 milhões em 2024. O recuo reforça a recuperação do controle financeiro após oscilações recentes.
Historicamente, o endividamento do clube variou bastante. Em 2019 era 513 milhões, atingiu pico de 643 milhões em 2020, com impactos da pandemia. A partir de 2021 houve queda, chegando a 53 milhões em 2023, antes de subir novamente em 2024. Valores estão ajustados pela inflação.
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