- A Mossos d’Esquadra abriu investigação sobre cânticos islamofóbicos e xenófobos proferidos por torcedores no amistoso entre Espanha e Egito, realizado no RCDE Stadium, na terça-feira (31).
- No estádio, torcedores espanhóis cantaram “quem não pula é muçulmano” durante a partida, que terminou sem gols.
- Autoridades do governo e da Federação espanhola condenaram o episódio; o ministro da Justiça, Félix Bolaños, associou o ato ao avanço da extrema direita.
- Telões do estádio exibiram mensagens lembrando que atos racistas são crimes, mas os cânticos teriam continuado.
- O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, disse que o comportamento é intolerável; a Federação afirmou ser contra o racismo no futebol.
A polícia espanhola abriu uma instrução para apurar cânticos islamofóbicos e xenófobos entoados por torcedores durante o amistoso entre Espanha e Egito. O jogo ocorreu na terça-feira, no RCDE Stadium, em Barcelona, casa do Espanyol, e terminou sem gols.
Torcedores da Espanha entoaram a frase que critica muçulmanos, em meio a críticas de autoridades do futebol e do governo. A partida serviu como preparação para a Copa do Mundo, com ambas as seleções em campo.
O episódio ocorreu em meio a debates sobre racismo no futebol espanhol, tema que ganhou destaque após casos envolvendo Vinícius Júnior. Telões do estádio exibiram mensagens contra atos racistas, mas os cânticos continuaram.
A ministra da Justiça, Félix Bolaños, criticou os cânticos nas redes sociais, ressaltando a oposição do governo ao avanço da extrema direita e ao aumento de racismo e xenofobia. Ele pediu responsabilização pública.
A Real Federação Espanhola de Futebol afirmou ser contra o racismo no futebol e repudiou qualquer violência dentro dos estádios. A entidade reiterou compromisso com o cumprimento de normas antirracistas.
Mossos d’Esquadra, a polícia regional da Catalunha, informou que abriu a investigação, sem fornecer novos detalhes. A apuração busca identificar autores e possível responsabilização administrativa ou criminal.
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