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Reconhecimento facial amplia público nos estádios e reforça a segurança

Biometria facial, obrigatória em estádios acima de vinte mil lugares, acelera entradas e amplia público, mas levanta debates sobre privacidade

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  • A biometria facial é obrigatória em estádios com capacidade acima de vinte mil pessoas no país, conforme a Lei Geral do Esporte de 14 de junho de 2023, com prazo de dois anos para adoção.
  • O Allianz Parque foi o primeiro estádio a aplicar a tecnologia em todos os acessos, ainda em 2023, e a entrada ficou mais rápida; o Palmeiras também aumentou em pelo menos trinta por cento o número de sócios-torcedores.
  • O público médio no Brasileirão masculino de 2023 foi de 25.531 torcedores por jogo; nos 269 jogos com biometria obrigatória, a média ficou em 26.513, cerca de quatro por cento acima.
  • Santos implementou a biometria na Vila Belmiro em 2024, com economia estimada de R$ 100 mil mensais pela dispensa da confecção de carteirinhas.
  • Existem alertas sobre privacidade e uso de dados, com relatos de erros de identificação e riscos de violação de direitos, além de ligação com mandados de prisão em alguns estados.

A biometria facial tornou-se obrigatória em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas no Brasil. O sistema permite entrada por reconhecimento facial, sem necessidade de tickets impressos, vinculado ao cadastro no momento da compra. A adoção segue o artigo 148 da Lei Geral do Esporte, de 2023, que previa dois anos para implementação.

O Allianz Parque, em São Paulo, foi o primeiro estádio a ter a tecnologia em todos os acessos, ainda em 2023. A velocidade de entrada aumentou quase três vezes e houve ganho de adesão entre torcedores, com crescimento de pelo menos 30% de sócios-torcedores, segundo a empresa responsável.

Marcos Antônio de Oliveira Saturnino, motoboy, contou à TV Brasil que o reconhecimento facial facilita a entrada de quem compra online. Em 2023 e 2024, o uso da biometria aumentou a participação de famílias, especialmente mulheres e crianças, segundo dados da gestão.

Dados agregados indicam aumento do público: na média de 2024, 25.531 torcedores por jogo, e após a biometria tornar-se obrigatória, 26.513 presentes, cerca de 4% a mais. O Brasileiro Masculino manteve esse incremento em partidas posteriores à obrigatoriedade.

Expansão em estádios menores e custos

O Santos, com Vila Belmiro de 15 mil lugares, iniciou operações biométricas em 2024. A casa alvinegra estima economia de cerca de R$ 100 mil mensais, com a retirada de carteirinhas físicas. A diretoria destaca ganho de segurança e conforto.

Em jogos na Vila Belmiro, três homens foram presos durante o clássico Santos x Corinthians em 2024. Um deles era procurado por roubo, os outros por dívida de pensão. O sistema permite cruzar dados com pendências registradas.

Segurança e cooperação entre órgãos

Em nível nacional, o projeto Estádio Seguro envolve CBF, ministérios do Esporte e da Justiça. Em São Paulo, o programa Muralha Paulista integra câmeras com o monitoramento estadual. Mais de 280 foragidos foram identificados em arenas.

O uso da biometria é explicado como ingresso personalizado, com dados repassados à Secretaria de Segurança. A ideia é acionar a polícia quando houver pendência jurídica durante a entrada dos torcedores.

Privacidade e questionamentos

Relatórios de especialistas apontam riscos de privacidade, privação de dados de menores e possíveis erros de identificação. Estudos citam disparidades em precisão entre raças e gêneros, com consequências potencialmente graves.

A principal crítica é a datificação: a compra de ingresso pode exigir a coleta de biometria, o que levanta preocupações sobre LGPD e ECA. Organizações civis defendem cautela e maior transparência sobre dados.

Apesar das críticas, representantes do setor defendem a tecnologia. Eles afirmam que os dados são processados de forma vetorial e não circulam como imagens, e que a acurácia evita falsos positivos na maioria dos casos.

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