- Osmar Stabile, presidente do Corinthians, afirma que a dívida atual do clube é de cerca de R$ 2,8 bilhões e deve estagnar em 2025, com queda prevista para 2026.
- Em cinco anos, ele acredita que o Timão estará no mesmo patamar financeiro de Palmeiras e Flamengo.
- A entrevista reforça apoio ao treinador Dorival Júnior e aponta foco na redução de custos e da dívida até o fim de 2026.
- Comenta sobre a janela de transferências, interrompendo negociação do volante André com o Milan e mantendo Memphis Depay com possíveis apoios externos.
- Aborda a questão das contas de 2025, melhoria de processos internos e metas para buscar títulos na Libertadores, mantendo o clube competitivo de forma sustentável.
O presidente Osmar Stabile revelou ao ge, em uma conversa no Parque São Jorge, que vê o Corinthians seguindo um caminho de recuperação financeira e esportiva. Ele disse acreditar que, em cinco anos, o clube estará ao mesmo nível de Palmeiras e Flamengo, mesmo com uma dívida estimada em 2,8 bilhões de reais.
Stabile afirmou que a dívida não deve aumentar e que há perspectivas de estabilidade em 2025, com reduções mais expressivas em 2026. O plano é, periodicamente, reduzir custos e avançar para um patamar financeiro similar aos dos maiores do Brasil, mantendo o foco no equilíbrio entre orçamento e resultados em campo.
O mandatário defendeu o trabalho de Dorival Júnior, destacando empenho da equipe, dos jogadores e da gestão de futebol. Mesmo diante de sete jogos sem vitória naquele momento, ele afirmou que a diretoria acredita em melhorias futuras e que o técnico mantém apoio para a sequência da temporada.
Perspectivas para 2026 e balanço financeiro
A gestão enfatizou que o objetivo principal é reduzir a dívida até o fim de 2026, sem pressionar o caixa com aquisições impulsivas. Em 2025, a projeção é de continuidade da trajetória de queda, com ajustes que fortalecem a capacidade de investimento sem aumentar o endividamento.
Stabile também comentou a janela de transferências, cuja atuação ficou abaixo do cenário financeiro desejado. Houve negociação de jogadores livres para evitar custos altos e atender ao planejamento de longo prazo, incluindo a resistência a venda de atletas-chave, como André, caso o custo-benefício não fosse adequado.
Questões administrativas e eleição de contas
O presidente ressaltou a necessidade de aprovar as contas de 2025 em abril e reconheceu que a reprovação poderia trazer consequências políticas. Ele destacou avanços na organização interna, incluindo implementação de sistemas de gestão e melhoria de processos, com redução de pessoal ocioso e maior controle financeiro.
Sobre a relação com o Conselho Deliberativo, Stabile disse que mudanças internas não devem impedir o funcionamento do clube e que a instituição precisa agir com foco na continuidade do Corinthians. Ele reforçou que o time permanece em operação e que negociações seguem para melhorar contratos e parcerias.
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