- Vasco foi à Buenos Aires para estrear na fase de grupos da Copa Sul-Americana contra Barracas Central, jogo marcado no estádio Florencio Sola, casa do Banfield.
- Barracas Central, clube de bairro com cerca de 2.500 sócios, tem forte ligação com a família Tapia, que comanda a Associação Argentina de Futebol (AFA).
- Claudio “Chiqui” Tapia, atual presidente da AFA, já foi dirigente do Barracas Central, e seu filho Matías Tapia dirige o clube; o camisa 10 Iván Tapia é irmão de Matías.
- A reforma grandemente anunciada do estádio, sob gestão de Matías Tapia, elevou a capacidade de seis mil para doze mil lugares, com planos de chegar a dezoito mil, mas o estádio não recebe jogos da Sul-Americana por exigências de iluminação.
- A obra foi alvo de denúncias de possível irregularidade sobre origem de recursos, mas o caso foi arquivado por falta de provas; o Barracas continua sob escrutínio da imprensa argentina, apesar de manter balanços positivos recentes.
O Vasco desembarcou na noite de domingo em Buenos Aires para enfrentar o Barracas Central pela fase de grupos da Copa Sul-Americana. O jogo desta terça será no estádio Florencio Sola, casa do Banfield, devido a exigências da Conmebol que impediram que a partida fosse realizada no estádio que leva o nome de Chiqui Tapia. A estreia histórica ocorre em território argentino, com o Barracas Central demonstrando ascensão recente no futebol local.
O Barracas Central é um clube de bairro com cerca de 2.500 sócios. A ligação com a família Tapia é alvo de atenção na imprensa argentina, já que Claudio Chiqui Tapia é presidente da AFA desde 2017 e integrou o Barracas Central por longos anos. Iván Tapia, filho de Chiqui, atua como camisa 10 do Barracas, fortalecendo a percepção de vínculo entre a gestão da AFA e o clube.
A ligação com a AFA
A casa do Barracas recebe o nome de Chiqui Tapia, que já foi presidente do clube entre 2001 e 2020, quando passou a comandar a AFA. O irmão de Chiqui, atual presidente do Barracas, mantém a liderança do time. Em veículos locais, o clube é descrito como envolto a relações próximas com a cúpula do futebol argentino.
A reforma do estádio
Sob a gestão de Matías Tapia, o Barracas concluiu a reforma do estádio iniciada em 2023 e finalizada em 2025. A obra ampliou a capacidade de 6 mil para 12 mil torcedores, com planos de chegar a 18 mil no futuro. No entanto, o estádio não atende ainda às exigências de iluminação para jogos internacionais da Sul-Americana.
O tema da reforma gerou controvérsias, com denúncias anônimas ao Ministério Público sobre a origem dos recursos. O Barracas apresentou balanços de 2023 e 2024 com superávit, e a denúncia foi arquivada por falta de provas, segundo informações locais.
O estádio já está inaugurado, mas não receberá jogos da fase de grupos da Sul-Americana por questões de iluminação para partidas internacionais. Mesmo com a ampliação, o Barracas Central mantém um quadro de associados modesto e depende de patrocínios para sustentar o crescimento.
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