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Caracas, rival do Botafogo, perde espaço na Venezuela com queda de investimentos

Caracas perde espaço na Venezuela por falta de investimento estatal; rivais com apoio público avançam e ampliam o jejum do maior rival do Botafogo

Time do Caracas na disputa da Sul-Americana 2026 — Foto: Luis Morillo/Eurasia Sport Images/Getty Images
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  • O Caracas, maior campeão venezuelano, não conquista título desde 2019 e perde espaço para outros clubes investidos.
  • O futebol da Venezuela depende de recursos estatais ou privados; o Caracas hoje tem patrocínio de casa de apostas e de uma bebida, e terminou o campeonato em sétimo e oitavo lugar nos últimos dois anos.
  • A UCV voltou a ser campeã nacional em 2025, impulsionada por investimentos de Alexander Granko Arteaga, coronel ligado à DGCIM; houve uso do símbolo da DAE no uniforme em partidas oficiais.
  • Outros clubes com investimentos fortes mudaram o cenário: La Guaira, Carabobo e Deportivo Táchira avançam na Libertadores e disputam o protagonismo nacional.
  • Botafogo enfrenta o Caracas nesta quinta-feira, às 19h, no Nilton Santos, pela abertura da Copa Sul-Americana; é a estreia de Franclim Carvalho como treinador do Botafogo.

O Caracas, principal rival do Botafogo na Copa Sul-Americana, entra em campo no Nilton Santos nesta quinta-feira pela primeira rodada. A equipe venezuelana chega pressionada pela perda de protagonismo nacional e pela escassez de investimentos estatais, que afetaram o desempenho internacional.

Na Venezuela, o Caracas não conquista o título nacional há sete anos, desde 2019. O clube perdeu espaço para outras equipes que passaram a contar com aportes significativos, favorecidos por investimentos do governo e de entidades ligadas ao poder.

O cenário mudou nas últimas temporadas: La Guaira, Metropolitanos e Deportivo Táchira surgem como novos destaques nacionais, enquanto a UCV voltou a vencer após um longo jejum, com apoio financeiro de figuras associadas a estruturas do Estado. O Caracas, porém, segue sem título recente.

Laços de investimento no futebol venezuelano

Além da UCV, outras equipes reforçaram suas bases com capital externo. O La Guaira, controlado pelo Grupo Traki, nasceu como aposta governista e hoje figura entre as principais forças do país. Em 2026, o time disputou a Libertadores, destacando o novo patamar de competitividade no futebol local.

O Carabobo também escalou de patamar, impulsionado por investimentos regionais no estado de Carabobo. A equipe foi vice-campeã nacional em 2024 e 2025 e permaneceu com presença constante em fases decisivas, incluindo a Libertadores.

Projeção para o confronto

Nesta quinta, o Botafogo encara o Caracas buscando manter o controle da dupla competição. A partida marca a estreia de Franclim Carvalho como treinador do clube carioca. O Caracas tenta manter o ritmo diante de adversário tradicional, buscando reverter a tendência recente de resultados ruins no continente.

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