- A SAF do Vasco propôs um plano de pagamento aos credores com teto de desembolso anual de R$ 10 milhões até 2038, enfrentando forte resistência de clubes e representantes do mercado.
- O processo já está na fase final, após o prazo de manifestações, e a CNRD deve anunciar uma decisão em breve, em meio à desconfiança entre credores.
- Críticos apontam falta de transparência nas projeções financeiras e ausência de garantias robustas para cumprir o cronograma até 2038, além de questionarem a coerência com investimentos recentes no elenco.
- Entre fevereiro e março de 2026, novos débitos de cerca de R$ 1,7 milhão foram incluídos no plano, aumentando o número de beneficiários e reduzindo o ganho potencial por credor.
- O Vasco sustenta que o modelo é sustentável e faz parte de uma reestruturação econômica; o clube também diz que as contratações recentes seguem o planejamento orçamentário, enquanto avança o pagamento de cerca de R$ 10 milhões de acordo anterior.
O Vasco da Gama enfrenta resistência para aprovar pela terceira vez seu plano de pagamento de credores junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), vinculada à CBF. A SAF cruzmaltina propõe desembolso anual de até 10 milhões de reais até 2038, gerando reação imediata do mercado.
O processo já entrou na fase final, após o término do prazo de manifestações. A CNRD deve divulgar uma decisão em breve, em meio a desconfiança entre credores.
Entre os principais opositores, estão Fluminense, Santos e Red Bull Bragantino, além de agências de turismo esportivo como Link Sports, OTB Sports e Guadagno Sports. Eles cobram maior rigor na avaliação do plano.
As críticas apontam falta de transparência nas projeções financeiras e ausência de garantias âncoras para cumprir o cronograma até 2038. Questionam também a coerência entre restrição orçamentária e investimentos recentes do clube.
Há ainda questões sobre a atualização da lista de credores. Entre fevereiro e março de 2026, novos débitos de cerca de 1,7 milhão de reais foram incorporados, aumentando o universo de beneficiários e reduzindo o potencial benefício por credor.
Representantes jurídicos avaliam que o modelo pode desvalorizar dívidas e incentivar inadimplência. Também apontam a ausência de punições mais rígidas, como multas ou bloqueio de receitas, em caso de descumprimento.
O Vasco sustenta que a proposta segue critérios de sustentabilidade financeira dentro de um processo de reestruturação econômica. O clube afirma que contratações recentes estão alinhadas ao orçamento e não ameaçam o plano.
Paralelamente, a diretoria iniciou o pagamento de cerca de 10 milhões de reais referente a acordo coletivo anterior, para demonstrar capacidade de cumprir compromissos. O desfecho depende da análise final da CNRD.
Controvérsia entre credores
Críticos ressaltam que o cronograma pode depender de condições que não ficaram plenamente claras. A falta de garantias consideradas sólidas é tema central do debate que envolve entidades e representantes do mercado.
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