- A URT encerrou a temporada de 2026 em março, ficando com o sexto lugar no Mineiro e assegurando vaga na Série D de 2027, mas sem jogos programados neste ano.
- Ao todo, quinze funcionários internos foram dispensados, além de terceirizados, incluindo marketing, comunicação, loja, zeladoria, Administrativo e financeiro.
- Os atletas do elenco também deixaram o clube, em meio a dificuldades para manter contratos sem calendário.
- O presidente Igor Cunha pediu adesão ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e afirmou que o formato associativo atual não é viável a longo prazo.
- O Estádio Zama Maciel (URT Arena) é mantido por voluntários da Adezma, que agora planeja alugá-lo para shows e eventos para gerar renda durante a pausa do futebol profissional.
A URT, equipe que ganhou destaque no Mineiro, encerrou a temporada sem calendário oficial. Mesmo com boa campanha ao sair do vice-campeão para liderar a fase inicial do Troféu Inconfidência de 2026, o clube patense não tem jogos previstos para este ano.
Com o fim do estadual em março, o elenco ficou sem atividades. No total, 15 funcionários internos, além de terceirizados, foram liberados para reduzir custos. Profissionais de marketing, comunicação, limpeza, operação, loja oficial e transporte deixaram o clube.
O presidente Igor Cunha explicou ao ge que a falta de calendário impacta diretamente a folha de pagamento e as contratações. O diagnóstico inclui dificuldade de manter atletas com contratos anuais frente a apenas alguns meses de atividade.
Além disso, a captação de recursos aparece como desafio. Empresas parceiras costumam perguntar pelo calendário, e a URT não oferece continuidade suficiente para justificar investimentos. O clube vê risco de afastar patrocinadores por instabilidade.
A URT atua sob o modelo associativo de gestão. Cunha aponta que o formato atual chegou ao seu limite e sugere discutir um novo modelo para 2027, ressaltando que a estrutura precisa de um centro de treinamento e base mais sólida.
Estádio Zama Maciel, principal patrimônio, fica sem partidas quando não há calendário. A proteção do gramado é tarefa de voluntários da Adezma, associação formada por torcedores. O grupo trabalha com nove membros, entre pintores, mecânicos e autônomos.
Sem jogos até o fim do ano, a diretoria planeja transformar o estádio em fonte de renda. A ideia é alugar o espaço para feiras, shows e eventos, gerando receita durante o período sem atividade futebolística.
Entre na conversa da comunidade