- O Cruzeiro é pioneiro no Brasil em ter um setor exclusivo de Player Care desde 2022, com João Pedro Mendes atuando há dois anos para atender demandas extracampo dos reforços e de suas famílias.
- O trabalho envolve orientar moradia, transporte, estudo dos filhos, saúde da esposa grávida, cuidados com animais e outras questões que não são relacionadas ao campo.
- No Brasil, oito clubes da Série A dizem ter pelo menos um funcionário dedicado ao Player Care; Corinthians não respondeu ao levantamento. Outros exemplos: Bragantino, Santos, Botafogo, Vasco, Bahia, Atlético‑MG, Coritiba.
- Internacionalmente, o Player Care é comum há mais tempo: na Premier League há exigência de ao menos um profissional desde 2022/23 e há relatos de significativas economias com menos “transferências fracassadas”.
- O tema ganha espaço no Brasil com o Bragantino inaugurando o setor recentemente, a CBF Academy incluindo o tema em cursos, e clubes como Vasco e Santos expandindo estruturas e ações para acolhimento de famílias e adaptação de atletas.
No futebol brasileiro, uma função vem ganhando espaço: o Player Care. Clubes destacam profissionais ou equipes para atender demandas extracampo dos atletas e de suas famílias, visando facilitar a adaptação e manter o foco no jogo.
No Cruzeiro, por exemplo, João Pedro Mendes é um dos primeiros a entrar em cena quando um reforço chega. Ele avalia moradia, transporte, escola dos filhos, saúde da esposa e outras necessidades da família, antes mesmo do atleta se ambientar em Belo Horizonte. Ele atua há dois anos no clube.
O que é o Player Care
A função, comum na Europa, ganhou quatro clubes brasileiros entre 2024 e 2025. O setor centraliza demandas que vão além do campo, como acomodação, logística e aspectos sociais da vida do jogador.
Contexto e investimentos
A prática britânica já é obrigatória desde a temporada 2022/23, com impactos econômicos positivos segundo especialistas. Estima-se economia de milhões de euros ao reduzir falhas de adaptação e decisões precipitadas.
Quais clubes já têm a função
Entre os oito times que trabalham com Player Care, estão Bahia, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-MG, Vasco, Bragantino, Santos e Botafogo. Outros clubes costumam terceirizar ou dividir responsabilidades entre setores do futebol.
Rompendo o tabu no Brasil
O Bragantino inaugurou o setor recentemente; a CBF Academy incluiu o tema em cursos para executivos, com Leandro Amorim atuando como referência. Flamengo, Palmeiras e São Paulo atuam com estruturas que repartem a função entre áreas distintas.
Avanços recentes
O Santos iniciou o serviço em 2025, com contratação dedicada a acolher os novos reforços e suas famílias. O Atlético-MG relata um time de seis profissionais de Player Care, com atuação tanto na base quanto no profissional.
Impacto no jogo e na rotina
Profissionais do setor destacam importância do cuidado integral ao atleta, incluindo apoio à família para manter a concentração. Em casos de boicotes ou pressões externas, o Player Care atua para manter o atleta estável e produtivo.
Casos e exemplos
Relatos indicam que o contato rápido com a família e a ambientação ajudam a reduzir a ansiedade de quem se muda para outra cidade. Em clubes que implementam o serviço, há relatos de melhora na adaptação e no desempenho inicial.
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