O Departamento de Saúde e Performance da Portuguesa SAF passou a incorporar o canabidiol (CBD) como ferramenta de recuperação muscular, após estudo controlado conduzido pelo médico Turíbio Leite de Barros. A prática, iniciada em formato experimental, já é utilizada na rotina do clube.
O estudo envolveu 10 voluntários fisicamente ativos, não atletas profissionais. Foram induzidas dores musculares em ambas as pernas, com uma perna recebendo fita com CBD e a outra, placebo, em modelo duplo-cego. Avaliações em 24, 48 e 72 horas mediram dor, flexibilidade, força e inflamação.
Resultados mostraram melhoria mais rápida na perna tratada com CBD, com queda da dor, recobrança de força e flexibilidade em menor tempo, e redução da inflamação. A metodologia teve aprovação para apresentação e será submetida a congresso americano de medicina esportiva.
A aplicação prática no clube ocorre conforme indicação médica, em casos de dor muscular com componente inflamatório. A fita é aplicada diretamente no local, diferente do protocolo do estudo, e a recuperação é observada de perto pela equipe médica.
O CBD utilizado não é psicoativo nem caracteriza doping, segundo a orientação do médico da Portuguesa. Em contraste, o uso de THC continua proibido em atletas, mesmo com pedidos de autorização, por questões regulatórias.
Acompanhamento técnico é contínuo: a recuperação é monitorada com termografia, que aponta áreas inflamadas pela temperatura da pele, e com dispositivos de monitoramento de carga durante treinos, para ajustar esforço.
A gestão do corpo no clube envolve dados de desempenho: GPS, métricas de distância, aceleração e intensidade são coletadas em tempo real, para manter o atleta em condições ideais e evitar lesões. A iniciativa visa melhorar o desempenho em campo.
A Portuguesa disputa a Série D e busca usar a tecnologia como diferenciação para ampliar a capacidade de recuperação e, assim, aumentar as chances de acesso à Série C, mediante estratégias de prevenção e otimização de desempenho.
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