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Conselheiros protocolam pedido de impeachment contra Stábile no Corinthians

Conselheiros do Corinthians protocolam pedido de impeachment contra Stábile, por oneração irregular do Parque São Jorge e falha na divulgação de balanço

Presidente do Corinthians, Osmar Stábile sofre protocolo de pedido de impeachment
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  • Conselheiros e associados do Corinthians protocolaram, na manhã desta quarta-feira (15), um pedido formal de impeachment contra o presidente Osmar Stábile, com pedido de afastamento cautelar para apuração dos fatos.
  • O documento aponta graves violações estatutárias e legais, incluindo infração ao Estatuto Social e à Lei Geral do Esporte, além de alegar oneração irregular do Parque São Jorge.
  • Em janeiro de 2026, o clube fechou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para quitar dívida de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, usando como garantia o conjunto de imóveis da sede, avaliados em R$ 602,2 milhões.
  • Os autores afirmam violação do Artigo 3º do Estatuto, que exige aprovação de pelo menos dois terços dos conselheiros em reunião específica, além de apontar falta de transparência e descumprimento de deveres de gestão.
  • O pedido é assinado por conselheiros e associados, e Leonardo Pantaleão tem cinco dias para encaminhar o documento à Comissão de Ética, conforme os ritos do clube.

O lançamento de um pedido formal de impeachment contra o presidente Osmar Stábile foi protocolado na manhã desta quarta-feira no Conselho Deliberativo do Corinthians. O grupo de conselheiros e associados busca o afastamento cautelar para abrir apuração sobre supostas irregularidades na gestão. A diretoria ainda não se manifestou.

Os autores apontam violações estatutárias e legais que, segundo eles, comprometem a integridade e a saúde financeira do clube. A peça sustenta que houve oneração irregular do Parque São Jorge, com a transação tributária de cerca de R$ 1,2 bilhão e a garantia de imóveis da sede, avaliados em R$ 602,2 milhões.

Alega-se ainda que o rito exigido pelo Estatuto não foi seguido. O pedido cita falta de transparência e descumprimento de deveres de gestão, incluindo questões sobre a Neo Química Arena, a administradora do fundo da Arena e a política de distribuição de ingressos.

Outras motivações listadas tratam de funcionários fantasmas na folha de pagamento, conforme declaração do próprio presidente em entrevista, e do atraso na divulgação do balanço de 2025, com prazo legal até março de 2026. A omissão dificulta a fiscalização de controladores e associados.

Os signatários são Marcelo Kahan Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, José Augusto Mendes, Alexandre Germano, Cyrillo Cavalheiro Neto, Wilson Canhedo Jr. e Leonardo Pantaleão, que comanda o Conselho Deliberativo. Ele tem cinco dias para encaminhar o documento à Comissão de Ética.

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