- Dois jogadores iranianos de futebol receberam asilo na Austrália: Atefeh Ramezanisadeh e Fatemeh Pasandideh, entre sete membros da equipe original que receberam visto humanitário durante a Copa Asiática feminina; os outros cinco voltaram ao Irã.
- O time iraniano temia represálias por não cantarem o hino nacional na partida de abertura, dias após a guerra ter começado.
- Em comunicado público, as atletas agradeceram o apoio e disseram que o foco agora é a segurança, a saúde e reconstruir as vidas na Austrália.
- Elas destacaram a recepção calorosa da comunidade iraniana na Austrália e agradeceram ao governo australiano e aos funcionários de Assuntos Internos pela assistência.
- Ramezanisadeh e Pasandideh, que treinaram com o Brisbane Roar, expressaram o desejo de seguir a carreira esportiva de alto nível na Austrália.
Dois atletas iranianas obtiveram refúgio na Austrália após serem concedidas visto humanitário enquanto integravam a seleção no Campeonato Asiático Feminino. Atefeh Ramezanisadeh e Fatemeh Pasandideh disseram que a Austrália lhes ofereceu esperança de viver e competir com segurança.
Sete jogadoras iranianas estavam no país para o torneio quando surgir a decisão de buscar proteção. As outras cinco retornaram ao Irã, sob temores sobre represálias pela recusa de cantar o hino nacional no jogo de abertura, poucos dias após o início do conflito.
As duas recebiam assilo e permanecem em território australiano desde então. Elas apareceram publicamente pela primeira vez para agradecer o apoio recebido, destacando a prioridade de segurança, saúde e reconstrução de suas vidas.
As futebolistas foram encaminhadas para Brisbane, onde treinam com o Brisbane Roar, equipe da A-League Women. Elas esperam manter suas carreiras esportivas no país e contam com apoio de autoridades australianas, incluindo funcionários do departamento de Imigração.
O contexto envolve o início da guerra entre Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, que elevou as preocupações com a segurança das atletas. Um apresentador de TV estatal iraniana classificou as jogadoras como traidoras por não entoarem o hino em 2 de março.
Fontes associadas ao país de origem destacaram pressão sobre as atletas que retornaram ao Irã, com relatos de possível assédio a familiares. O governo australiano ressaltou que não poderia ocultar a complexidade das decisões tomadas pelas atletas.
O Ministério do Esporte do Irã afirmou ter enfrentado o que chamou de planos do adversário e acusou a Austrália de interferência. A agência Tasnim, ligada a uma entidade estatal iraniana, informou que as jogadoras teriam sido alvo de campanhas de desinformação e ofertas sedutoras no exterior.
As informações indicam que o caso envolve segurança pessoal, decisões de refúgio e a continuidade das carreiras esportivas no exterior, com desdobramentos diplomáticos entre os dois países e a comunidade de imigrantes iranianos na Austrália.
Entre na conversa da comunidade