- A VID Music Group entrou com processo contra Lionel Messi e a Federação Argentina de Futebol (AFA) no sul da Flórida por não atuar em amistoso da Argentina nos Estados Unidos contra a Venezuela, em outubro de 2025.
- A ação, com 10 acusações, envolve também um terceiro agente e aponta conluio para levar a VID a assinar contratos com a federação “sob falsos pretextos”.
- As acusações contra Messi incluem representação negligente e interferência ilícita em contrato, relacionadas às partidas realizadas nos EUA em outubro e a outras promoções de jogos.
- A empresa argumenta que a ausência de Messi prejudicou o público, estimado em cerca de 15 mil pessoas, equivalente a 23% da capacidade do estádio.
- A VID afirma ter pago sete milhões de dólares pelo direito exclusivo de organizar e promover dois amistosos, e sustenta que Messi deveria atuar pelo menos 30 minutos em cada partida, condição considerada central ao valor comercial dos jogos.
O Messi e a Federação Argentina de Futebol (AFA) são alvo de ação judicial movida pela VID Music Group, empresa americana com sede em Miami. A ação, apresentada na Justiça do sul da Flórida, acusa conluio para forçar a assinatura de contratos com a federação sob falsos pretextos. O processo reúne 10 acusações contra Messi, a AFA e um terceiro agente.
A demanda sustenta que houve participação de Messi em condutas coordenadas para favorecer contratos da VID a partir da federação. Além de conluio, o astro é apontado por atuação negligente e interferência ilícita em contratos.
O alvo principal do litígio é a ausência de Messi em um amistoso da Argentina contra a Venezuela, disputado em 10 de outubro no Hard Rock Stadium, em Miami. A federação e o jogador teriam, segundo a reclamação, contribuído para manter a ausência do jogador na partida.
Segundo a ação, a Vid teria direito a 25% do valor do contrato caso Messi não comparecesse aos jogos, e a empresa acusa a AFA de descumprimento ao não pagar esse montante. A ação afirma ainda que a VID foi contratada em agosto para organizar dois amistosos nos EUA, com pagamento de 7 milhões de dólares à federação pelas prerrogativas exclusivas.
Detalhes do caso e continuidade da investigação
Conforme a acusação, Messi não atuou contra a Venezuela nem contra Porto Rico, em outubro, e realizou participações subsequentes com o Inter Miami. A partida contra Porto Rico ocorreu dois dias após o duelo com a Vinotinto, em data não especificada na acusação. O relatório cita que a ausência gerou menor público, estimado em 15 mil pessoas, cerca de 23% da capacidade do estádio.
A VID sustenta que o acordo previa que Messi deveria atuar pelo menos 30 minutos em cada amistoso, salvo se houvesse lesão ou doença. A demanda aponta que a presença do atacante era considerada central para o valor comercial das partidas e o principal motor econômico dos eventos.
A ação menciona também uma carta de aceitação dos jogos de outubro assinada pelo presidente da AFA, Claudio Tapia, e acrescenta que a VID pagou à federação os sete milhões de dólares para a organização e promoção de ambos os amistosos. A depender do andamento do caso, novas informações sobre a veracidade das acusações poderão surgir.
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