- O Ministério Público de São Paulo denunciou 3 ex-dirigentes do Corinthians e um ex-assessor, por esquema de apropriação indébita e omissão de fiscalização, envolvendo cerca de R$ 3,47 milhões entre 2018 e 2023.
- O MP solicita que os denunciados devolvam ao clube o total de R$ 7,35 milhões, já com correção e juros.
- Segundo a denúncia, os pagamentos eram registradis como “adiantamentos para a presidência”; o ex-chefe de segurança José Odair de Souza, conhecido como “Caveira”, seria o beneficiário final, com quase R$ 3,5 milhões em contas pessoais e de sua empresa.
- Roberto Gavioli, Wesley Lúcio Cavalcante Melo e Matias Antônio Romano de Ávila teriam atuado como gestores que omitiam a fiscalização dos repasses.
- Ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves seguem sob investigação, e novas diligências devem apurar participação direta ou conivência no esquema.
Na quarta-feira, 15 de abril de 2026, o Ministério Público de São Paulo denunciou quatro ex-assessores do Corinthians por esquema de apropriação indébita e omissão de fiscalização, com desfecho financeiro entre 2018 e 2023. O movimento total levantado pelo MP-SP foi de 3,47 milhões de reais.
Entre os denunciados estão Roberto Gavioli, Matias Antônio Romano de Ávila, Wesley Lúcio Cavalcante Melo e o ex-assessor José Odair de Souza, conhecido como Caveira. O MP-SP aponta Caveira como beneficiário final, com recebimentos em contas pessoais e da empresa dele para custear serviços de segurança.
Segundo a denúncia, as transferências eram registradas como adiantamentos para a presidência e nem sempre tinham comprovação de uso. Caveira possuía livre acesso e convivência com as gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, segundo o MP.
Gavioli e Wesley Melo, ex-gerentes e diretores financeiros, são acusados de omissão qualificada, cabendo aos denunciados a fiscalização dos repasses. Matias Ávila, ex-diretor financeiro entre 2018 e 2020, também é apontado por omissão relevante.
O Ministério Público solicita a devolução de 7,35 milhões de reais ao Corinthians, valor que inclui correção e juros sobre o montante desviado. A investigação não concluiu sobre participação direta de ex-presidentes, mas novas diligências podem ocorrer.
Afastado do clube em outubro de 2025, Gavioli já havia sido alvo de suspeitas envolvendo cartões corporativos. Ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves seguem sob investigação, com apurações para verificar eventual participação ou conivência.
O jornal procurou os denunciados para manifestações, mas não houve resposta até a publicação. O texto será atualizado caso haja posicionamento.
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