- O Ministério Público de São Paulo denunciou três ex-dirigentes e um ex-funcionário do Corinthians por apropriação indébita continuada e omissão qualificada, em fatos ocorridos entre 2018 e 2023 nas gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves.
- O total desviado seria quase R$ 3,5 milhões, incluindo R$ 3,47 milhões atribuídos a José Odair de Souza, conhecido como Caveira, repassados como adiantamentos para despesas de segurança.
- Caveira atuava como motorista e assessor de segurança de Andrés Sanchez, e posteriormente também como consultor de segurança de Duílio Monteiro Alves; os valores teriam sido direcionados à sua empresa.
- Também foram denunciados Roberto Gavioli, Matias Antônio Romano de Ávila e Wesley Lúcio Cavalcante Melo; Gavioli foi afastado do Corinthians em 2025 por gastos irregulares no cartão corporativo.
- O MP pede o ressarcimento total de R$ 7,35 milhões, com valores atualizados; a participação de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves ainda será analisada.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou, nesta quarta-feira (15), três ex-dirigentes e um ex-funcionário do Corinthians por apropriação indébita continuada e omissão qualificada. A denúncia envolve supostos desvios ocorridos entre 2018 e 2023, nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, com pedido de ressarcimento de quase R$ 3,5 milhões.
José Odair de Souza, conhecido como Caveira, é acusado de receber R$ 3,47 milhões“adiantamentos” para despesas de segurança. O ex-chefe da segurança atuou como motorista e assessor de segurança de Andrés e, posteriormente, foi consultor de segurança de Duilio.
Envolvidos na denúncia
Roberto Gavioli, ex-gerente financeiro, Matias Antônio Romano de Ávila, diretor financeiro entre julho de 2018 e dezembro de 2020, e Wesley Lúcio Cavalcante Melo, diretor financeiro em dois períodos (2018 e 2021-2023), também são acusados de omissão qualificada ou omissão penalmente relevante. Gavioli foi afastado do clube em 2025.
Negócios e valores envolvidos
Os investigadores apontam que os recursos teriam sido transferidos como adiantamentos para custear serviços de segurança, com o dinheiro chegando à conta de Caveira. A denúncia também menciona saídas com destinação específica vinculada à presidência.
Perspectiva da apuração
O MP-SP afirma que os ex-dirigentes tinham o dever de fiscalizar o provável desvio e que os valores teriam origem em adiantamentos para a presidência ou para a própria empresa de Caveira. Os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves ainda não são investigados na denúncia.
Pedido de ressarcimento
Ao todo, o MP-SP requer o ressarcimento de R$ 7,35 milhões, considerando o valor principal de R$ 3,47 milhões corrigido e atualizado. O montante visa devolver o dinheiro aos cofres do clube.
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