- A seleção dos Estados Unidos entra na Copa do Mundo buscando a primeira vitória de fase final desde 2002, com o Grupo D enfrentando Paraguai, Austrália e Turquia, e a condição de co-sede que pode evitar adversários de elite até as oitavas.
- O quadro de goleiros é visto como o mais fraco em quatro décadas, com Matt Turner substituído por Matt Freese e a tendência de chegar sem um arqueiro da Europa pela primeira vez desde 1990.
- Christian Pulisic vive uma seca de gols, sem marcar em oito jogos desde novembro de 2024, ainda assim é esperado como principal referência da equipe durante o torneio.
- A defesa central tem poucas opções em alto nível: Chris Richards atua no Crystal Palace; Tim Ream, de 38 anos, deixou o Fulham; e Auston Trusty e Mark McKenzie são alternativas, com Pochettino recorrendo a linha de três zagueiros em alguns jogos.
- Há preocupação com lesões: Sergiño Dest trabalha para ficar pronto, Cameron Carter-Vickers está fora por lesão no tendão de Aquiles e John Tolkin segue incerto por lesão no joelho.
O time dos Estados Unidos chega à Copa do Mundo com apenas um objetivo claro: vencer pela primeira vez uma vaga nas oitavas desde 2002. Apesar de enfrentar inseguranças na meta e na defesa, a equipe é seeded como co-sede do torneio ampliado, o que pode adiantar o confronto contra adversários de peso para a fase de grupos.
A estreia acontece contra o Paraguai no dia 12 de junho, em grupo D, com outras partidas diante de Austrália e Turquía. A expectativa é manter a sequência de fases eliminatórias no mundial, algo não atingido desde o ano citado.
Impasse na posição de goleiro
Historicamente, o USA contou com goleiros de destaque. Hoje, a porta entre os postes vem sendo ocupada por nomes que enfrentam a mais fraca fase em décadas. Matt Freese assume a titularidade, superando Matt Turner, e a tendência é ir para o Mundial sem um arqueiro da Europa pela primeira vez desde 1990.
Tim Howard lembrado como referência aponta que a equipe vive um momento de oscilação. A rotação entre opções de defesa também se intensifica, com mudanças para encontrar estabilidade na linha de atrás.
Dúvidas na defesa central
Chris Richards é a exceção entre defensores centrais atuando em ligas de ponta, com carreira sólida no Crystal Palace. Tim Ream, 38, deixou Fulham em direção ao Charlotte, após a última temporada. Auston Trusty e Mark McKenzie também compõem a pilha de opções, com Pochettino alternando a linha de três zagueiros em diferentes momentos.
A formação com três defensores tem sido recorrente nos treinos desde o ano passado, buscando maior solidez sem comprometer o ataque.
Desafios ofensivos e liderança de Pulisic
Christian Pulisic, principal jogador do elenco, não marca há oito jogos pela seleção desde novembro de 2024. Em clubes, o americano conquistou jeitos de manter jejum de gols com o Milan desde dezembro, o que eleva expectativas para o Mundial.
O técnico Pochettino reforça a confiança no atacante, destacando a qualidade dele para decidir partidas. Aos 27 anos, Pulisic busca conduzir o time em 2026 como fez em 2022, quando marcou no fechamento da fase de grupos contra o Irã para avançar.
Lesões que impactam o elenco
Sergiño Dest se recupera de uma lesão no músculo da coxa direita, com chance de retorno a tempo da competição. Cameron Carter-Vickers ficará fora do torneio por lesão no tendão de Aquiles, enquanto John Tolkin preocupa pela lesão no joelho, gerando dúvidas sobre a lateral esquerda.
A ausência de titulares na defesa central e a recuperação de jogadores-chave criam um cenário de ajustes durante o campeonato, com foco na escada de qualidade da equipe.
Perspectiva de continuidade
Alex Freeman, zagueiro que se transferiu do Orlando para o Villarreal, representa uma geração que busca espaço na equipe nacional. Filho de Antonio Freeman, ex-jogador da NFL, ele cita a paixão pelo futebol como motor para a carreira.
A seleção norte-americana tenta manter a consistência tática e, ao mesmo tempo, explorar a juventude de seus jogadores para enfrentar uma Copa do Mundo de formato expandido, em busca de novos avanços.
AP World Cup coverage: fontes oficiais seguirão atualizações sobre jogos, lesões e escalações para o Mundial.
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