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EUA entram na Copa com dúvidas no gol e defesa, miram primeira vaga nas oitavas

Defesa com opções limitadas e goleiros sem atuação europeia desafiam os EUA, que, como coanfitriões, podem evitar adversários de elite até as oitavas

United States head coach Mauricio Pochettino looks onto the field during the first half of an international friendly soccer match against Switzerland, Tuesday, June 10, 2025, in Nashville, Tenn. (AP Photo/George Walker IV, File)
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  • A seleção dos Estados Unidos entra na Copa do Mundo buscando a primeira vitória de fase final desde 2002, com o Grupo D enfrentando Paraguai, Austrália e Turquia, e a condição de co-sede que pode evitar adversários de elite até as oitavas.
  • O quadro de goleiros é visto como o mais fraco em quatro décadas, com Matt Turner substituído por Matt Freese e a tendência de chegar sem um arqueiro da Europa pela primeira vez desde 1990.
  • Christian Pulisic vive uma seca de gols, sem marcar em oito jogos desde novembro de 2024, ainda assim é esperado como principal referência da equipe durante o torneio.
  • A defesa central tem poucas opções em alto nível: Chris Richards atua no Crystal Palace; Tim Ream, de 38 anos, deixou o Fulham; e Auston Trusty e Mark McKenzie são alternativas, com Pochettino recorrendo a linha de três zagueiros em alguns jogos.
  • Há preocupação com lesões: Sergiño Dest trabalha para ficar pronto, Cameron Carter-Vickers está fora por lesão no tendão de Aquiles e John Tolkin segue incerto por lesão no joelho.

O time dos Estados Unidos chega à Copa do Mundo com apenas um objetivo claro: vencer pela primeira vez uma vaga nas oitavas desde 2002. Apesar de enfrentar inseguranças na meta e na defesa, a equipe é seeded como co-sede do torneio ampliado, o que pode adiantar o confronto contra adversários de peso para a fase de grupos.

A estreia acontece contra o Paraguai no dia 12 de junho, em grupo D, com outras partidas diante de Austrália e Turquía. A expectativa é manter a sequência de fases eliminatórias no mundial, algo não atingido desde o ano citado.

Impasse na posição de goleiro

Historicamente, o USA contou com goleiros de destaque. Hoje, a porta entre os postes vem sendo ocupada por nomes que enfrentam a mais fraca fase em décadas. Matt Freese assume a titularidade, superando Matt Turner, e a tendência é ir para o Mundial sem um arqueiro da Europa pela primeira vez desde 1990.

Tim Howard lembrado como referência aponta que a equipe vive um momento de oscilação. A rotação entre opções de defesa também se intensifica, com mudanças para encontrar estabilidade na linha de atrás.

Dúvidas na defesa central

Chris Richards é a exceção entre defensores centrais atuando em ligas de ponta, com carreira sólida no Crystal Palace. Tim Ream, 38, deixou Fulham em direção ao Charlotte, após a última temporada. Auston Trusty e Mark McKenzie também compõem a pilha de opções, com Pochettino alternando a linha de três zagueiros em diferentes momentos.

A formação com três defensores tem sido recorrente nos treinos desde o ano passado, buscando maior solidez sem comprometer o ataque.

Desafios ofensivos e liderança de Pulisic

Christian Pulisic, principal jogador do elenco, não marca há oito jogos pela seleção desde novembro de 2024. Em clubes, o americano conquistou jeitos de manter jejum de gols com o Milan desde dezembro, o que eleva expectativas para o Mundial.

O técnico Pochettino reforça a confiança no atacante, destacando a qualidade dele para decidir partidas. Aos 27 anos, Pulisic busca conduzir o time em 2026 como fez em 2022, quando marcou no fechamento da fase de grupos contra o Irã para avançar.

Lesões que impactam o elenco

Sergiño Dest se recupera de uma lesão no músculo da coxa direita, com chance de retorno a tempo da competição. Cameron Carter-Vickers ficará fora do torneio por lesão no tendão de Aquiles, enquanto John Tolkin preocupa pela lesão no joelho, gerando dúvidas sobre a lateral esquerda.

A ausência de titulares na defesa central e a recuperação de jogadores-chave criam um cenário de ajustes durante o campeonato, com foco na escada de qualidade da equipe.

Perspectiva de continuidade

Alex Freeman, zagueiro que se transferiu do Orlando para o Villarreal, representa uma geração que busca espaço na equipe nacional. Filho de Antonio Freeman, ex-jogador da NFL, ele cita a paixão pelo futebol como motor para a carreira.

A seleção norte-americana tenta manter a consistência tática e, ao mesmo tempo, explorar a juventude de seus jogadores para enfrentar uma Copa do Mundo de formato expandido, em busca de novos avanços.

AP World Cup coverage: fontes oficiais seguirão atualizações sobre jogos, lesões e escalações para o Mundial.

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