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Venda de Botafogo SAF revela desvalorização na gestão Textor

Botafogo SAF desvalorizou; dívida bruta atinge 2,5 bilhões e avaliação aponta valor negativo entre 477 e 500 milhões, em meio a disputas judiciais

John Textor, dono da SAF Botafogo
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  • A interventora judicial Coky Gully colocou o Botafogo SAF à venda em um anúncio de classificados em jornal inglês, procedimento comum no Reino Unido para administrações de empresas em insolvência.
  • Não significa que o Botafogo será vendido; existem disputas judiciais no Brasil entre John Textor, o Botafogo associativo e a Eagle.
  • A dívida bruta da SAF chegou a cerca de R$ 2,5 bilhões em 2025 (retiradas receitas diferidas); a dívida do associativo não paga é incerta, e a receita prevista para os próximos anos não deve passar de cerca de R$ 800 milhões, mesmo com expectativa boa de venda de jogadores.
  • O laudo da Meden aponta valor econômico entre R$ 477 milhões e R$ 500 milhões negativos, refletindo endividamento elevado; há saldos a receber de partes relacionadas estimados em R$ 558 milhões, com disputa judicial que pode reduzir esse valor.
  • Até o momento, o único interessado publicamente é Textor, com aporte de R$ 125 milhões via empresa nas Ilhas Cayman; qualquer comprador enfrentaria o passivo de aproximadamente R$ 2,5 bilhões mais a dívida do associativo.

O Botafogo de Futebol e Regatas (Botafogo SAF) foi colocado à venda pela interventora judicial Coky Gully, que administra a Eagle. O anúncio foi publicado em jornal inglês, prática comum no Reino Unido para empresas sob insolvência.

Essa medida não significa venda certa. No Brasil, distintas disputas envolvem John Textor, atual gestor da SAF, o Botafogo associativo e a Eagle, com ações judiciais em curso.

A avaliação do valor da SAF é complexa. A dívida bruta em 2025 chega a cerca de R$ 2,5 bilhões, descontando receitas diferidas, com perspectivas de receita estáveis abaixo de R$ 1 bilhão nos próximos anos.

Entre 2021 e 2025, a SAF herdou dívidas relevantes. Em 2021, a dívida bruta era de R$ 932 milhões; a Receita de R$ 153 milhões, ajustada pela inflação. Hoje, as contas incluem ainda débitos com o associativo.

O laudo da Meden apontou valor econômico negativo entre R$ 477 milhões e R$ 500 milhões, peso do endividamento. Saldo de até R$ 558 milhões a receber de partes relacionadas também complica a avaliação.

Em junho de 2025, a avaliação indicava cenário positivo para o Botafogo, com patrimônio entre R$ 96,5 milhões e R$ 120,6 milhões no azul. Contudo, a reavaliação recente mostra queda expressiva de valor da SAF.

Para um eventual comprador, o passivo de R$ 2,5 bilhões é o ponto central. Receitas recorrentes não devem cobrir esse montante, mesmo com a venda de jogadores. A incerteza cresce com ações contra partes relacionadas.

Até o momento, o único interessado público informado foi Textor, que sinalizou aporte de R$ 125 milhões, via empresa nas Ilhas Cayman. A situação segue sob monitoramento judicial e contingências de Peso financeiro.

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