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Assembleia Geral do Botafogo é adiada por falta de representante da administradora

Assembleia Geral Extraordinária do Botafogo é adiada por falta de representante da administradora; proposta de investimento de US$ 25 milhões depende de aprovação societária e emissão de ações

Estádio Nilton Santos antes da partida entre Botafogo e Caracas — Foto: André Durão
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  • A Assembleia Geral Extraordinária do Botafogo, inicialmente marcada para 20 de abril, foi adiada para 27 de abril por falta de representante da administradora Cork Gully.
  • O objetivo é decidir, com urgência, como lidar com a capitalização do clube, em reunião convocada por John Textor.
  • Há uma proposta de investimento de US$ 25 milhões em capital próprio, com emissão de novas ações da SAF; o Botafogo manteria 10% da participação.
  • O edital prevê aumento de capital da SAF em R$ 125 milhões, com emissão de ações da Classe B e possível renúncia do direito de preferência pelos atuais acionistas.
  • Também serão discutidos o empréstimo aprovado pela GDA Luma no início de fevereiro e outras formas de aportes sugeridas pelos acionistas da SAF, em um contexto de restrições recentes ao clube.

A Assembleia Geral Extraordinária do Botafogo foi adiada para o dia 27 de abril devido à ausência de representante da administradora Cork Gully, ligada à Eagle. O encontro, previsto para 20 de abril, ocorre em segunda chamada.

O objetivo é definir como lidar com necessidades de capitalização do clube. O investidor americano John Textor convocou a AGE para discutir aportes, além de possíveis mudanças societárias entre a SAF e o Botafogo associativo.

A proposta envolve um aporte de US$ 25 milhões, estruturado como equity. O dinheiro avançaria pela Eagle Football Group, nas Ilhas Cayman, com emissão de novas ações pela SAF.

Proposta de investimento

Caso o aumento de capital seja aprovado, o Botafogo renuncia ao direito de preferência na subscrição das ações. A operação envolve a emissão de ações da Classe B, nominativas e sem valor nominal.

A AGE também pode ratificar a aprovação de um empréstimo recebido pela GDA Luma no início de fevereiro, usado para quitar pendências relacionadas ao transfer ban imposto recentemente.

Situação financeira do clube

Conforme apurado, o episódio integra um momento financeiro delicado. O Botafogo teve o transfer ban nacional suspenso por seis meses, após não pagamento de parcela de um plano de refinanciamento de dívidas.

O clube enfrenta a necessidade de captar recursos para reverter as restrições impostas pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, que também impactam o registro de novos atletas.

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