- A Fifa puniu o Botafogo com ban de transferências por três janelas, impedindo o registro de jogadores.
- A razão da punição não foi divulgada pela entidade.
- O clube tinha dívida com o Atlanta United relacionada à transferência de Thiago Almada, estimada em cerca de R$ 165 milhões.
- A assembleia geral extraordinária sobre capitalização foi adiada para a próxima segunda-feira, 27, por ausência de representante da Cork Gully.
- O diretor financeiro Anderson Santos deixou a SAF, e a gestão passa por novas negociações, com a SAF à venda conforme anúncio no Financial Times.
O Botafogo foi punido pela Fifa com um transfer ban de três janelas, conforme divulgado no site da entidade nesta segunda-feira, 20. A punição impede o clube de registrar jogadores por três períodos de transferências.
Não houve confirmação oficial sobre a razão específica da sanção. O Botafogo vinha mantendo acordo com o Atlanta United, da MLS, para quitar dívida relativa à transferência de Thiago Almada, mas apresentava dificuldades de pagamento. A dívida já resultou em punições anteriores e em cobranças que chegaram a cerca de 30 milhões de dólares (aproximadamente 165 milhões de reais).
Além disso, uma Assembleia Geral Extraordinária, prevista para esta segunda, foi adiada para 27, após a Cork Gully, administradora judicial da Eagle, não enviar representante. A sessão trataria de medidas de capitalização do clube.
Situação financeira e mudanças na gestão
Nesta segunda, o diretor financeiro da SAF, Anderson Santos, comunicou pela redes sociais sua saída. A comunicação ocorre em meio à crise financeira e às disputas de poder entre o clube associativo e a SAF controlada pelo investidor John Textor.
O Botafogo atravessa um momento de instabilidade após conquistas recentes. Em 2024, o clube venceu a Libertadores e o Brasileirão, mas enfrenta dificuldades financeiras e disputa de controle entre a estrutura associativa e a SAF. A SAF do Botafogo foi anunciada à venda, segundo reportagens no Financial Times, abrindo espaço para possíveis novos investidores. O grupo Eagle Football Holdings também controla Lyon e RWDM Brussels, o que amplia o leque de interessados.
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