- John Textor, sócio majoritário da SAF do Botafogo, abriu a possibilidade de deixar o clube devido a impasses sobre novos aportes financeiros.
- A Assembleia Geral Extraordinária, que discutiria a capitalização da SAF, foi adiada por falta de quórum, já que a Eagle Bidco não compareceu.
- Um novo encontro foi marcado para o dia 27; Textor criticou a ausência de interlocutores com poder de decisão e afirmou que a indefinição atrasa investimentos.
- Textor apresentou uma proposta de aporte de US$ 25 milhões, estruturada como aumento de capital com emissão de novas ações, sujeita à aprovação de acionistas, incluindo o clube associativo (10% da SAF).
- Sem a autorização, o empresário disse que só poderia investir no Botafogo por meio de dívida, o que considerou inadequado para a estrutura financeira do clube; a pauta também prevê votação do aumento de capital de R$ 125 milhões e análise de outras formas de aporte.
O empresário John Textor, sócio majoritário da SAF do Botafogo, sinalizou pela primeira vez a possibilidade de deixar o clube, em meio a impasses sobre novos aportes financeiros. A declaração foi dada antes do jogo contra a Chapecoense, após o adiamento da Assembleia Geral Extraordinária que discutiria a capitalização da SAF.
A reunião, marcada para segunda-feira (20), não ocorreu por falta de quórum, já que a Eagle Bidco não participou. Advogados da holding estiveram presentes, mas Textor cobrou representantes com poder de decisão. Um novo encontro ficou marcado para o dia 27.
A Eagle Bidco não compareceu, mesmo com confirmação anterior. Textor afirmou que prefere que haja alguém capaz de decidir na mesa, acusando a ausência de conversas claras. O empresário frisa que o clube precisa de recursos para manter o projeto.
#### Proposta de aporte de US$ 25 milhões
Textor apresentou uma proposta de aumento de capital de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 127 milhões), via emissão de novas ações. A medida depende da aprovação dos acionistas, incluindo o clube associativo, que detém 10% da SAF.
Sem a autorização, o empresário disse que só pode investir no Botafogo por meio de dívida, o que considera inadequado para a estrutura financeira do clube. Ele pediu transparência e participação efetiva na decisão.
O edital da assembleia prevê a votação do aumento de capital de R$ 125 milhões, a possível renúncia de preferência dos atuais acionistas na subscrição de ações e a análise de outras formas de aporte. Também está na pauta a ratificação de empréstimo para quitar pendências.
O Botafogo enfrenta restrições para registrar jogadores após decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas por atraso no pagamento de dívidas. O tema financeiro é central nas negociações entre os acionistas.
Entre na conversa da comunidade