- A Justiça do Rio de Janeiro adiou a decisão sobre o pedido da SAF Botafogo para suspender os direitos políticos da Eagle Bidco.
- A ação foi apresentada como cautelar antecedente a um processo de recuperação judicial, que corre em segredo de Justiça.
- A SAF afirma que não há necessidade de nomear gestor judicial, apenas suspender o direito de voto da Eagle Bidco para não comprometer a reestruturação.
- O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima considerou o caso de gravidade extrema e determinou que a Eagle Bidco seja intimada para se manifestar.
- A Eagle Bidco tem cinco dias para se manifestar, com adoção de cautelas para evitar futuras responsabilizações.
A Justiça do Rio de Janeiro adiou a decisão sobre o pedido da SAF Botafogo para suspender os direitos políticos da Eagle Bidco. O processo, que tramita na 2ª Vara Empresarial da Capital, foi apresentado como cautelar antecedente a uma recuperação judicial em segredo de Justiça.
A defesa da SAF sustenta que não há necessidade de nomear gestor judicial, apenas suspender o direito de voto da Eagle Bidco. O argumento é que essa medida evitaria que a empresa, por meio da Ares, impeça ações para a preservação da SAF Botafogo.
Além disso, o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima considerou a atuação grave, determinando a intimação da Eagle Bidco para contraditório. A instituição quer ouvir a empresa antes de deferir ou indeferir o pedido, conforme despacho desta quarta-feira.
Trâmites e prazos
A Eagle Bidco, que está sob administração judicial da Cork Gully na Inglaterra, tem cinco dias para se manifestar. A decisão ocorre em meio a desdobramentos envolvendo a SAF do Botafogo, que busca ampliar liquidez com aporte e decisão sobre governança.
John Textor, gestor da SAF e acionista majoritário, convocou Assembleia Geral para aprovar aporte de 125 milhões de reais via emissão de novas ações ordinárias. A primeira convocação ocorreu sem a presença do Botafogo associativo; a segunda está marcada para a próxima segunda.
Entre na conversa da comunidade