- O Supremo Tribunal espanhol absolveu Neymar e dirigentes do FC Barcelona em acusações de corrupção e fraude relacionadas à transferência do jogador em 2013.
- A corte manteve a decisão de 2022, encerrando o caso sem condenações para Neymar ou outros envolvidos.
- A denúncia envolvia irregularidades na negociação entre Santos e Barcelona, com DIS — que detinha 40% dos direitos econômicos — alegando prejuízo financeiro.
- A transferência chegou a ser anunciada por about 17 milhões de euros, com cerca de 7 milhões destinados à DIS; posteriormente, o custo total foi informado como 57 milhões de euros, com parte paga a uma empresa ligada ao pai de Neymar.
- A decisão afirmou não haver fraude nem corrupção comprovadas, considerando que não houve intenção de prejudicar a DIS e que a contratação foi resultado de uma decisão esportiva do clube.
O Supremo Tribunal da Espanha confirmou nesta quarta-feira (22) a absolvição de Neymar e de dirigentes do FC Barcelona nas acusações de corrupção e fraude ligadas à transferência do jogador, em 2013. A corte manteve a decisão de 2022, quando o brasileiro já havia sido absolvido em primeira instância. O caso foi encerrado sem condenações.
A decisão, que encerra o processo, aponta que não houve fraude nem tentativa de prejuízo à DIS ou a outros envolvidos na negociação.
Absolvição mantida pelo STF
O processo envolveu a transferência do Santos FC para o Barcelona, anunciada por cerca de 17 milhões de euros, com aproximadamente 7 milhões destinados à DIS, detentora de 40% dos direitos econômicos à época. Mais tarde, o Barça informou custo total de 57 milhões, com pagamento a uma empresa ligada ao pai de Neymar.
Investigações indicaram que o valor da transação poderia superar 80 milhões de euros; a DIS afirmou ter deixado de receber mais de 30 milhões. Durante o processo, o Ministério Público chegou a solicitar prisão e multa.
Segundo o tribunal, não ficou comprovada a existência de fraude ou corrupção na negociação. A corte entendeu que não houve intenção de prejudicar a DIS no momento da assinatura dos contratos, apesar de alegações sobre a estruturação de valores para reduzir a participação da empresa.
A decisão enfatizou que não houve irregularidade nas tratativas entre Neymar, seus representantes e o Barcelona. O tribunal sustentou que a contratação decorreu de uma decisão esportiva do clube, que buscou antecipar a chegada do jogador e pagar valores para assegurar o acordo, mesmo com possibilidade de contratá-lo gratuitamente ao fim do vínculo com o Santos.
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