- A Câmara de Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas decidiu afastar John Textor da SAF do Botafogo, com base em notificação da Eagle Bidco.
- A Eagle Bidco detém 90% da SAF, enquanto o clube social fica com 10%; Cork Gully foi apontada como controladora da Eagle Bidco.
- A decisão não é passível de recurso no âmbito da arbitragem; a possibilidade de revisão ocorre apenas no dia 29, após manifestação da empresa.
- A Assembleia Geral Extraordinária prevista para o dia 27 foi suspensa enquanto durar a arbitragem.
- A SAF do Botafogo já havia ingressado com recuperação judicial no Rio de Janeiro após a notificação, e a Justiça concedeu liminar favorável à solicitação.
O Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas decidiu afastar John Textor do comando da SAF do Botafogo. A decisão decorre de uma notificação enviada pela Eagle Bidco à Câmara de Arbitragem, segundo o jornal O Globo. A arbitragem não é judicial e não admite recurso imediato.
A Eagle Bidco detém 90% da SAF do Botafogo e está ligada à Eagle Football Holdings; Textor não tem agência sobre a subsidiária. Quem controla a Eagle Bidco é a Cork Gully, escolhida em processo na Inglaterra pelo fundo credor Ares.
Após a notificação, a SAF do Botafogo ingressou com recuperação judicial no TJ-RJ, e a Justiça fluminense concedeu liminar favorável. A assembleia geral extraordinária prevista para o dia 27 não poderá ocorrer até decisão final da arbitragem.
Historicamente, Textor tornou-se acionista majoritário da SAF em 2022 e investiu significativamente na estrutura do clube, com certificação de avanços no CT, no estádio Nilton Santos e no setor de análise de mercado. Em campo, o Botafogo conquistou títulos nacionais e da Libertadores em 2024.
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