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Cacique emociona ao revelar elenco histórico de clube no Carioca

Elenco 100% indígena estreia na Série C do Campeonato Carioca, em Maricá, no dia três de maio, consolidando a representatividade de quinze etnias no futebol brasileiro

Tupã Nunes, cacique da Aldeia Mata Verde Bonita e presidente do Originários
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  • O Esporte Clube Originários, de Maricá, estreia no Campeonato Carioca na Série C no dia 3 de maio, contra o Barcelona, com elenco formado exclusivamente por atletas indígenas de ao menos quinze etnias diferentes.
  • O projeto é liderado pelo cacique Tupã Nunes (Guarani Mbya), que preside o clube e chorou ao ver o sonho da representatividade tornar-se realidade.
  • O treinador Huberlan Silva mapeou o Brasil para selecionar os atletas 100% indígenas, com peneira que recebeu mais de quatrocentas inscrições.
  • O elenco enfrenta dificuldades financeiras: o clube trabalha com patrocínio privado e negociações com a prefeitura e a Loterj, sem recurso público garantido, usando parceria com o Ceres (de Bangu) para disputar a competição.
  • Os jogos serão realizados no Estádio Municipal João Saldanha, em Ponta Negra, com histórias de superação de jogadores que viajaram longas distâncias para chegar ao time.

O Esporte Clube Originários, de Maricá, estreia na Série C do Campeonato Carioca no dia 3 de maio, contra o Barcelona, no Estádio Municipal João Saldanha, em Ponta Negra. O objetivo é marcar presença histórica no futebol brasileiro, com participação oficial pela primeira vez.

O elenco reúne atletas 100% indígenas de pelo menos 15 etnias, incluindo Xekriabá, Potyguara, Pataxó, Guarani, Tupinikim, Kamaiurá, Terena e Shanewana. Tupã Nunes, cacique Guarani Mbya de Maricá, comanda o clube e lidera o projeto.

Embarque e chegada são desafiadores: o goleiro Sávio Conrado, da etnia Mura, viaje quase quatro dias desde Autazes, no Amazonas, até o Rio de Janeiro, passando por Manaus. Ele aponta a oportunidade histórica como marco para a sua comunidade.

A equipe e a gestão

O treinador Huberlan Silva mapeou o Brasil em busca de atletas indígenas. A peneira online reuniu mais de 400 inscrições, todas de origem indígena, para formar o elenco. O time atua com passagens fornecidas pelo clube e apoio logístico.

O lateral Jefter da Silva Pêgo, de 20 anos, e o ponta Edílson Karai Mirim, com rosto pintado, destacam-se em campo. Jefter vem da aldeia Tupinikim em Aracruz (ES) e mira a possibilidade de carreira profissional junto ao apoio da equipe.

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