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Copa 2026 não decola nos EUA e levanta dúvidas sobre o boom prometido

Copa de 2026 nos EUA não decola; hotelaria observa queda de demanda e preços inflacionados, sinalizando crescimento moderado em vez do boom prometido

O presidente da Fifa, Gianni Infantino: muitas promessas (Alex Wong/Getty Images)
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  • A apenas dois meses do início da Copa do Mundo de 2026, a previsão de impacto econômico bilionário ainda não se confirmou, segundo análise do The New York Times.
  • Diárias chegaram a subir mais de 300%, mas houve queda de até mais de 40% em alguns mercados diante da demanda aquém do esperado.
  • Executivos hoteleiros dizem que o cenário está aquém do previsto, com ingressos mais caros e custos de viagem elevados contribuindo para a menor procura internacional.
  • A estimativa de que metade do público seria estrangeiro não se confirmou; em algumas cidades, essa fatia fica abaixo de um terço.
  • Bloqueios de quartos pela FIFA criaram demanda artificial, seguidos por cancelamentos que devolveram vagas ao mercado, contribuindo para ajustes de preços e para um crescimento mais moderado do turismo.

A Copa do Mundo de 2026, que terá Estados Unidos, Canadá e México como sedes, não decolou como prometido. Segundo análise do The New York Times, o evento pode movimentar o turismo, mas não atingirá o tsunami de visitantes previsto pela FIFA.

Até agora, o mercado hoteleiro registra queda após pico de diárias. Em alguns locais, tarifas aumentaram mais de 300% e recuaram depois, com quedas superiores a 40% ante a demanda fraca. A expectativa de público estrangeiro também ficou aquém, em várias cidades.

Executivos do setor apontam custo elevado de viagem, ingressos caros e cenário global de menor deslocamento internacional. Bloqueios de quartos pela FIFA criaram demanda artificial, seguidos de cancelamentos que liberaram vagas e puxaram preços para baixo.

Perspectivas e fatores que pesam

A análise destaca ainda o papel do turismo internacional nos EUA, ainda que não plenamente recuperado. Questões de vistos, custos adicionais e percepções políticas podem influenciar a decisão de viajar, sobretudo entre famílias.

Mesmo diante do cenário, há aposta de que fases decisivas do torneio possam estimular reservas de última hora. O cenário mais provável, aponta o Times, é de crescimento moderado, com impacto real porém aquém do prometido.

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