- Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump, afirmou ter sugerido à Fifa que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano.
- A proposta foi apresentada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino; a Itália foi eliminada de forma dramática pela Bósnia e Herzegovina nas eliminatórias.
- Zampolli disse ao Financial Times que seria um “sonho” ver a Itália competir nos Estados Unidos, México e Canadá, citando os quatro títulos mundiais do país.
- Autoridades italianas criticaram a ideia: o ministro do Esporte, Andrea Abodi, classificou a fala como inoportuna, e o presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, chamou de ofensa a inclusão da equipe.
- A participação do Irã no Mundial permanece em discussão, com jogos em território norte-americano; o México ofereceu sediar partidas, mas a Fifa não aceitou a proposta.
Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump, afirmou ter sugerido à FIFA que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano. A informação foi revelada após entrevista ao Corriere della Sera publicada nesta semana. A declaração foi compartilhada pelo próprio Zampolli nas redes sociais.
A sugestão foi dirigida ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, segundo o relato do italiano naturalizado americano. A Itália foi eliminada nas eliminatórias europeias, nos pênaltis, pela Bósnia e Herzegovina. A entidade máxima do futebol não se manifestou sobre o assunto.
Apoio a ser transmitido aos italianos: a Itália não participa da Copa pela terceira vez consecutiva. O Irã, por sua vez, teve sua participação em xeque por conta da guerra com os EUA, com jogos programados para território norte-americano. A estreia iraniana é contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho.
Reação na Itália foi rápida e firme. O ministro do Esporte Andrea Abodi considerou a fala inoportuna, em evento em Roma. O presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, chamou a proposta de ofensa à Azzurra. Ambas as autoridades defenderam que a vaga deveria ser conquistada em campo.
A ideia de Zampolli vai além do futebol: há a leitura de que o movimento ajudaria a reaproximar Trump do eleitorado ítalo-americano. Também haveria o objetivo de melhorar relações com a premiê Giorgia Meloni, em meio a tensões anteriores entre governos.
Sobre o Irã, a FIFA já indicou otimismo quanto à participação no Mundial, mantendo o formato definido no sorteio de grupos realizado no fim de 2023. O México chegou a oferecer receber jogos do Irã nos EUA, mas a proposta não foi aceita pela entidade.
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