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Enviado de Trump sugere que Itália substitua Irã na Copa do Mundo

Enviado de Trump sugeriu que Itália substituísse Irã na Copa, proposta foi rejeitada por autoridades italianas

Paolo Zampolli (2nd L), a friend of President Donald Trump and Trump's envoy for global partnerships, joins Hungarian Foreign Minister Peter Szijjarto and other dignitaries on the red carpet to welcome U.S. Vice President JD Vance and second lady Usha Vance as they arrive at Budapest Ferenc Liszt International Airport in Budapest, Hungary, April 7, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst/Pool
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  • Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump, afirmou ter sugerido à Fifa que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano.
  • A proposta foi apresentada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino; a Itália foi eliminada de forma dramática pela Bósnia e Herzegovina nas eliminatórias.
  • Zampolli disse ao Financial Times que seria um “sonho” ver a Itália competir nos Estados Unidos, México e Canadá, citando os quatro títulos mundiais do país.
  • Autoridades italianas criticaram a ideia: o ministro do Esporte, Andrea Abodi, classificou a fala como inoportuna, e o presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, chamou de ofensa a inclusão da equipe.
  • A participação do Irã no Mundial permanece em discussão, com jogos em território norte-americano; o México ofereceu sediar partidas, mas a Fifa não aceitou a proposta.

Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump, afirmou ter sugerido à FIFA que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano. A informação foi revelada após entrevista ao Corriere della Sera publicada nesta semana. A declaração foi compartilhada pelo próprio Zampolli nas redes sociais.

A sugestão foi dirigida ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, segundo o relato do italiano naturalizado americano. A Itália foi eliminada nas eliminatórias europeias, nos pênaltis, pela Bósnia e Herzegovina. A entidade máxima do futebol não se manifestou sobre o assunto.

Apoio a ser transmitido aos italianos: a Itália não participa da Copa pela terceira vez consecutiva. O Irã, por sua vez, teve sua participação em xeque por conta da guerra com os EUA, com jogos programados para território norte-americano. A estreia iraniana é contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho.

Reação na Itália foi rápida e firme. O ministro do Esporte Andrea Abodi considerou a fala inoportuna, em evento em Roma. O presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, chamou a proposta de ofensa à Azzurra. Ambas as autoridades defenderam que a vaga deveria ser conquistada em campo.

A ideia de Zampolli vai além do futebol: há a leitura de que o movimento ajudaria a reaproximar Trump do eleitorado ítalo-americano. Também haveria o objetivo de melhorar relações com a premiê Giorgia Meloni, em meio a tensões anteriores entre governos.

Sobre o Irã, a FIFA já indicou otimismo quanto à participação no Mundial, mantendo o formato definido no sorteio de grupos realizado no fim de 2023. O México chegou a oferecer receber jogos do Irã nos EUA, mas a proposta não foi aceita pela entidade.

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