- Corinthians está em prazo de 48 horas para comprovar pagamentos e apresentar informações detalhadas sobre credores no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (RCE), conforme relatório da Laspro Consultores.
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- Em fevereiro, o clube recorreu a mais de R$ 70 milhões em antecipações de patrocínios para manter o caixa, elevando o endividamento bancário.
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- As antecipações incluíram R$ 46,9 milhões junto à patrocinadora máster Esportes da Sorte e R$ 23,75 milhões com o Banco Daycoval, referentes ao contrato com a Nike.
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- A Laspro aponta que o recurso antecipado não entrou como receita, mas como operações financeiras, elevando o saldo de empréstimos de R$ 361,4 milhões para R$ 381,9 milhões em fevereiro, com alta da dívida no Daycoval.
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- Para março, a administradora afirma que a análise só considerou números declarados pelo clube, sem extratos bancários ou balancetes, o que pode levar a revisões futuras nos rateios do RCE; também aponta que 20% de recursos de venda de atletas devem ir ao leilão reverso para credores.
O Corinthians está sob supervisão judicial no regime centralizado de execuções (RCE) e tem 48 horas para apresentar comprovantes de pagamentos e lista detalhada de credores. A exigência foi apresentada pela Laspro Consultores, administradora do processo, em relatório encaminhado à Justiça de São Paulo na última quarta-feira. O prazo encerra nesta sexta-feira.
O objetivo é esclarecer repasses, esclarecer os credores e confirmar pagamentos relativos a fevereiro e março. A Laspro indica que, embora o fluxo de caixa tenha sido aliviado por antecipações de receitas, o endividamento bancário aumentou com as operações. A administração ressalta a necessidade de regularidade para o andamento do RCE.
Antecipações de receitas e impacto financeiro
Para manter o caixa em fevereiro, o clube realizou duas operações de antecipação de receitas. A primeira, com a patrocinadora máster, gerou R$ 46,9 milhões. A segunda, associada ao contrato com a Nike, totalizou R$ 23,75 milhões via operadora Daycoval.
Segundo a Laspro, esses recursos ingressaram como operações financeiras, não como receita efetiva. Ou seja, tratam-se de valores que, originalmente, seriam recebidos no futuro. O relatório aponta que tais operações impactaram diretamente o endividamento.
Endividamento e variações
O saldo da linha de empréstimos saiu de R$ 361,4 milhões em janeiro para R$ 381,9 milhões em fevereiro. A elevação mais expressiva ocorreu no saldo com o Banco Daycoval, que subiu de R$ 111,3 milhões para R$ 132,1 milhões no período. A administradora associa o aumento à contratação de novas operações para sustentar o fluxo de caixa.
Marcos de março e validação de números
A Laspro observa que os recursos representam endividamento a ser quitado ao longo do tempo, com receitas futuras já comprometidas. Em março, porém, a análise foi menor em profundidade: a base utilizada para o rateio de RCE se apoiou principalmente nos números declarados pelo clube, sem extratos bancários ou balancetes apresentados até o momento.
A administradora ressalta que tal limitação impede validação completa das informações e que possíveis divergências podem levar a revisões nos próximos rateios. Ainda assim, o repasse de 4% da receita mensal declarada para março foi considerado coerente do ponto de vista matemático, somando R$ 2,65 milhões.
Outras fontes de recurso e destino de valores
O relatório aponta que valores recebidos com a venda de atletas não entram na base de receita mensal usada no RCE. A gestão é obrigada, porém, a destinar 20% desses recursos ao leilão reverso, para pagamento de credores. Em fevereiro, esse repasse ficou em R$ 1,36 milhão; em março, o valor indicado é de R$ 644,7 mil.
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