- Faltam 48 dias para a abertura da Copa e o clima no Brasil não é de euforia.
- Estêvão sofreu ruptura quase completa do músculo da coxa e corre risco de perder o torneio; Éder Militão também preocupa, e nomes como Gnabry e Lamine Yamal também tiveram problemas.
- Pesquisas indicam que 54% dos brasileiros não têm interesse em assistir aos jogos do Mundial nos EUA, México e Canadá, o maior índice da série histórica.
- O desinteresse é maior entre as mulheres (62%) do que entre os homens (46%), com cerca de três em cada dez dizendo não pretendem acompanhar as partidas.
- Ainda assim, especialistas lembram que a paixão pelo futebol costuma renascer quando a bola começa a rolar, com o torneio tendo potencial para mobilizar o país.
Nesta edição, a Copa do Mundo de 2026 volta a gerar tensão no Brasil. Faltam 48 dias para a abertura, mas o clima é de alerta: lesões de atletas-chave e queda de interesse do público pautam as manchetes. O cenário foge do entusiasmo tradicional de véspera de Mundial.
O principal destaque está nas contusões. Estêvão, promessa brasileira, sofreu ruptura quase total de músculo da coxa e corre risco de não atuar. Éder Militão também preocupa equipes técnicas. No exterior, nomes de peso como Gnabry, do Bayern, e Lamine Yamal aparecem entre os casos de desfalques. O calendário cada vez mais apertado eleva o risco físico.
As informações apontam que o desgaste não alcança apenas o Brasil. O futebol moderno impõe cargas altas desde o início da temporada, com clubes buscando rendimento constante, seleções disputando datas e competições privadas crescendo. A resultante é atletas exaustos ou no limite, antes da Copa.
Paralelamente, o país observa um distanciamento do torcedor. Pesquisas do Datafolha indicam que 54% não têm interesse em acompanhar o Mundial EUA, México e Canadá, o maior índice desde 1994. Mulheres registram maior desinteresse (62%) do que homens (46%).
Entre as razões, destacam-se a ausência de título há 24 anos e uma geração que não viveu a conquista. Frustrações históricas como o 7 a 1 contra a Alemanha e eliminações recentes fortalecem o ceticismo. A rivalidade com a Argentina também influencia o cenário emocional.
A relação entre Seleção e torcida sofreu mudanças. A escolha de amistosos no exterior ganhou peso, afastando o time do ritmo brasileiro. Além disso, a ausência de um ídolo que encarne a esperança forte de 1994 ou 2002, como Romário ou Ronaldo, contribui para o momento.
No futebol doméstico, sinais de fadiga também aparecem. Arbitragens contestadas, polêmicas e percepções de critérios desiguais reduzem a confiança da torcida. Redes sociais ampliam a crítica e a desconfiança, alterando a forma como o público acompanha o esporte.
Mesmo diante do esfriamento aparente, a esperança persiste. O brasileiro costuma reencontrar a Copa quando a bola volta a rolar. Em 2014 houve mobilização intensa, e, neste ano, a ligação emocional com o torneio tende a retornar assim que as primeiras partidas começarem.
Quando finalmente o torneio começar, a nação deverá reviver a memória de grandes momentos e entender por que a Copa ocupa lugar tão singular no imaginário público. O interesse pode oscilar, mas a essência do evento tende a resistir ao tempo.
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