- Câmara de Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas afastou John Textor do comando da SAF do Botafogo; decisão é provisória e será revisada em 29 de abril.
- A SAF indicou Durcesio Mello como Diretor Geral interino; Textor pode retornar caso a decisão seja revertida, e há processo de Recuperação Judicial em curso.
- Justiça do Rio determinou que a governança da SAF não pode ser alterada até a conclusão da Arbitragem, com prazo que pode chegar a vinte e um meses.
- Eagle Bidco busca novo investidor para a SAF do Botafogo; Cork Gully é apontada como controladora da empresa, com possível acordo de cinquenta milhões de euros com a GDA Luma para facilitar a transição.
- Dívida da SAF com a GDA Luma é de cerca de R$ 125 milhões; o clube associativo afirma que está em busca de novos investidores e aponta falhas no compromisso de Textor.
O Botafogo vive um momento conturbado na gestão de sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Nesta quinta-feira, 23, a Câmara de Arbitragem da FGV afastou John Textor do comando da SAF. A decisão é provisória e pode ser revisada em 29 de abril, mantendo Textor fora do controle por ora. A SAF informou que adotará medidas para reverter o afastamento.
A disputa envolve Textor e os demais acionistas da Eagle Bidco, empresa que detém participação direta no Botafogo. A decisão judicial de outubro de 2025 manteve a governança da SAF sob restrições até a conclusão da arbitragem, que pode durar até 21 meses.
Com Textor afastado, a SAF indicou Durcesio Mello para atuar como Diretor Geral interino. Mello é aliado de Textor e conduziu a transição do futebol do clube para a estrutura da Eagle. O foco imediato é a recuperação judicial já protocolada, sobre uma dívida estimada em 2,6 bilhões de reais.
SAF do Botafogo está à venda?
A Eagle Bidco busca um novo investidor para a SAF do Botafogo, com João Paulo Magalhães à frente do clube associativo, que detém 10% do futebol e atua na fiscalização da SAF. A Cork Gully, empresa de reestruturação, participa do processo de venda, com o fundo Ares entre os credores.
Dois caminhos apontam interesses no momento: a entrada de um novo investidor e um acordo com um dos interessados, o fundo GDA Luma, segundo informações de veículos. A proposta envolve um aporte de cerca de 50 milhões de euros para assumir o controle até a chegada de um investidor definitivo.
A dívida da SAF com a GDA Luma gira em torno de 125 milhões de reais, referente a um empréstimo feito para despesas iniciais, incluindo alta no equilíbrio financeiro e retorno ao transfer ban. A recuperação judicial continua como peça central do processo.
Contexto financeiro e próximos passos
O Botafogo manteve Assembleia Geral Extraordinária marcada para 27 de abril, com propostas de aporte financeiro pela SAF. O clube social, porém, não aprovou o empréstimo inicial nem a diluição de participação, citando divergências com o modelo proposto por Textor.
Em nota, o Botafogo associativo afirmou que segue conversando com potenciais investidores. O clube condenou o que descreveu como descumprimento de obrigações por parte de Textor e ressaltou a necessidade de alinhamento entre parceiros para manter a relevância histórica do clube. O desdobramento da arbitragem e os próximos passos dependem de decisões da FGV.
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