- Grupo de 17 conselheiros protocolou requerimento na secretaria do Conselho Deliberativo para apurar responsabilidades e questionar o contrato de repactuação com a NR Sports, sob o julgamento da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS).
- Alegam que o presidente Marcelo Teixeira ofereceu um imóvel do Santos como garantia sem autorização prévia do Conselho Deliberativo, descumprindo artigos 80 e 88 do Estatuto.
- A defesa aponta que a manobra configura atuação sem governança adequada, tratando o clube como extensão de decisões pessoais.
- O documento também contesta uma cláusula que vincula o vencimento de parcelas futuras à reeleição do presidente, considerado ilegal, abusiva e politiqueira.
- O objetivo é que o contrato seja refeito conforme a lei civil, com a CIS avaliando possível gestão temerária ou infração estatutária, sem questionar a dívida em si.
O grupo de 17 conselheiros do Santos FC protocolou na Secretaria do Conselho Deliberativo um requerimento que mira o presidente Marcelo Teixeira. O objetivo é apurar irregularidades administrativas e solicitar a revisão do contrato de repactuação de dívida com a NR Sports. O protocolo ocorreu na sexta-feira, na sede da Vila Belmiro.
Segundo os signatários, Teixeira teria colocado como garantia de pagamento um bem imobiliário do clube sem a devida autorização do Conselho Deliberativo. Alega-se violação ao Estatuto Social, que exige parecer prévio do conselho para ônus sobre o patrimônio do Santos.
O documento aponta ainda para uma cláusula do contrato considerada ilegal por vincular parcelas futuras a uma possível reeleição do presidente. A parte sustenta que o dispositivo fere a legislação civil e princípios de governança societária.
O grupo afirma não questionar a dívida nem o direito da NR Sports a receber, mas sim a forma como o acordo foi conduzido, sob responsabilidade unilateral do presidente. A CIS deve decidir se houve gestão temerária ou infração estatutária.
A conselheira Mayra Rodrigues detalha que o requerimento visa abrir apuração sobre irregularidades na condução do contrato com a NR Sports. O foco está na garantia do clube e na alegada cláusula eleitoralmente vinculante.
Não há pedido de cancelamento imediato do acordo. O que se busca é que o contrato seja revisado e ajustado à lei civil e ao Estatuto, para assegurar conformidade com as regras do clube.
Além de Teixeira, a lista de signatários inclui 16 outros conselheiros, cujos nomes integram o grupo que moveu a ação, visando transparência e governança interna. A ocorrência mantém o clima da Vila Belmiro tenso na esfera política.
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