- O Conselho Deliberativo aprovou as contas de 2025 do Corinthians; déficit de R$ 143,441 milhões e dívida bruta de R$ 2,723 bilhões.
- Auditoria independente apontou incerteza relevante sobre a continuidade operacional; pareceres com ressalvas do Conselho Fiscal e do Cori.
- Comissão de Finanças recomendou reprovação do balanço por fragilidade de controles internos e questões da operação da Neo Química Arena.
- Principal questionamento foi a inclusão da transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional no exercício de 2025; renegociação da dívida com a União caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.
- Embora assinado em 2026, diretoria sustenta que acordo já havia sido fechado no fim de 2025; saldo de impostos parcelados subavaliado e patrimônio líquido/saldo do exercício superavaliados em cerca de R$ 593,299 milhões.
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou as contas de 2025 em sessão realizada nesta segunda-feira. O balanço aponta um déficit de 143,441 milhões de reais e uma dívida bruta total de 2,723 bilhões de reais.
A gestão, liderada pelo presidente Osmar Stabile, apresentou os números ao longo da reunião, com pareceres de aprovação com ressalvas vindos do Conselho Fiscal e do Cori, e com apoio de auditoria independente que indicou incerta capacidade de continuidade operacional.
A sessão registrou a presença de conselheiros e também de integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel, autorizados a ingressar ao Parque São Jorge e a se posicionarem na entrada do teatro.
O principal tema de questionamento entre os conselheiros foi a inclusão da transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional no exercício 2025, embora o acordo tenha sido assinado apenas em 2026.
A renegociação da dívida com a União foi reduzida de 1,2 bilhão para 679 milhões de reais, com desconto de 46,6%. A aposta da diretoria é de que a redução já estava reconhecida em documentos no fim de 2025.
Auditoria independente apontou que, ao fim de 2025, o saldo de impostos parcelados no passivo estava subavaliado e que o patrimônio líquido e o resultado do exercício estavam superavaliados, em 593,299 milhões de reais.
Segundo a diretoria, o acordo já havia sido discutido no fim de 2025, mesmo que a assinatura tenha ocorrido em 2026, justificando o reconhecimento da redução de débitos nos documentos da época.
A Comissão de Finanças do Conselho havia recomendado a reprovação do balanço, citando fragilidade de controles internos, informações insuficientes sobre a operação da Neo Química Arena, controvérsia no reconhecimento de efeitos da transação e ajustes de exercícios anteriores sem reapresentação adequada.
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