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Há 57 anos, tragédia vitimou os corintianos Lidu e Eduardo

Há 57 anos, dois jogadores do Corinthians morrem em acidente na Marginal do Tietê; velório reuniu 30 mil no Parque São Jorge

Velório de Lidu e Eduardo reuniu mais de 50 mil pessoas no Parque São Jorge
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  • Em 28 de abril de 1969, o Corinthians perdeu dois titulares, Lidu e Eduardo, em um acidente na Marginal do Tietê, em São Paulo.
  • O Fusca em que estavam chocou-se contra a pilastra da Ponte da Vila Maria; Lidu havia acabado de tirar a carteira de habilitação.
  • O velório, na sede social do clube, reuniu cerca de 30 mil pessoas no Parque São Jorge.
  • Lidu foi sepultado em Presidente Prudente, enquanto Eduardo foi enterrado no Rio de Janeiro.
  • A atitude do Palmeiras, na época, originou o apelido “porco”; em 1986, o clube passou a adotar o porco como mascote para encerrar as brincadeiras.

Há exatamente 57 anos, em 28 de abril de 1969, o Corinthians perdeu dois titulares: Lidu e Eduardo. Um acidente automobilístico na Marginal do Tietê, em São Paulo, ceifou as vidas dos jogadores e abalou o clube.

Eles viajavam num Fusca quando o veículo perdeu o controle e atingiu uma pilastra da Ponte da Vila Maria, hoje Ponte Jânio Quadros. Lidu havia acabado de obter a carteira de motorista, segundo relatos da época.

O velório reuniu milhares de torcedores. Cerca de 30 mil pessoas compareceram à sede social do Parque São Jorge para se despedir dos atletas alvinegros.

Lidu, Ludgero Pereira da Silva, tinha 22 anos; Eduardo Neves de Castro, 25. Lidu foi sepultado em Presidente Prudente, interior de São Paulo, e Eduardo no Rio de Janeiro.

A tragédia ocorreu durante o Campeonato Paulista em curso. O Corinthians pediu autorização especial à Federação Paulista de Futebol para inscrever dois jogadores que substituíssem Lidu e Eduardo. A negativa veio apenas do Palmeiras.

A reação do então presidente do Corinthians, Wadih Helu, foi marcar o rival como responsável pelos episódios: chamou a atitude de “espírito de porco”. A expressão acabou internalizada por rivais e torcidas, moldando o apelido que persiste entre torcedores.

Em 1986, com a intenção de encerrar as brincadeiras, o Palmeiras decidiu adotar o porco como mascote, mantendo o periquito tradicional. A mudança buscou reduzir a balança de provocações entre torcidas.

Observação Obsoleta: imagens reproduzem jornais da época sobre a morte da dupla e a reação palmeirense. O material acompanha o registro do velório no Parque São Jorge, com a participação de centenas de torcedores.

Parque São Jorge ficou marcado pela despedida dos atletas. A passagem dos dois corintianos permanece como capítulo dramático da história do clube e do futebol paulista.

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