- Na Copa nos Estados Unidos, ingressos para a final podem chegar a US$ 11 mil, com opções ainda mais caras como US$ 2,3 milhões, sob sistema de preços dinâmicos.
- O transporte público para chegar aos estádios também pesa no orçamento: em Boston, ida e volta de trem fica em torno de US$ 80, e o ônibus Express de portadores de ingresso sai por US$ 95; em Nova York, US$ 100 ida e volta até o MetLife Stadium.
- Além disso, há custos com visto, que pode chegar a US$ 435, e há relatos de recusas, piorando o cenário para quem planeja a viagem.
- Hospedagem, alimentação e gorjetas, que podem chegar a 20%, elevam ainda mais as despesas, levando muitos torcedores a desistirem da viagem.
- Especialistas veem o alto custo como reflexo do modelo de precificação da FIFA e de questões de governança, perguntando se os lucros realmente beneficiam o futebol e seus envolvidos.
A Copa do Mundo nos Estados Unidos está rendendo mais do que jogos: envolve gastos elevados que afetam torcedores de todo o mundo. Ingressos, vistos e, principalmente, o transporte público para chegar aos estádios elevam o custo total da participação. O dólar alto amplifica o impacto, com valores que podem chegar a cifras irreais para muitos fãs.
Para brasileiros, a organização da Copa nas Américas, com partidas no Canadá e no México, ameniza alguns custos em comparação com edições passadas. Ainda assim, hospedagem, alimentação e gorjetas — chegando a 20% nos EUA — podem encarecer a viagem de forma expressiva. Muitos torcedores já desistiram.
A cidade de Boston e o entorno de Nova York aparecem entre os exemplos de alta nos gastos com deslocamento. Em Boston, o trem ao Estádio Gillette custará US$ 80, ida e volta, mais US$ 95 de ônibus para portadores de ingresso. Em Nova York, a ida e volta até o MetLife Stadium fica em torno de US$ 100.
Em meio a esses custos, o preço dos ingressos para a final, em 19 de julho, chega a patamares elevados. A venda oficial da FIFA aponta mínimo de US$ 11 mil, com opções que atingem US$ 2,3 milhões para os pacotes mais caros, conforme o sistema de preços dinâmicos.
Vistos, caução e entradas
A obtenção de visto também pesa no orçamento. Mesmo não integrando a lista de 47 países com exigências extras, muitos torcedores pagaram US$ 435 pelo visto, com rejeições ocorrendo em alguns casos. A incerteza de passar pela imigração agrava o planejamento.
Especialistas destacam ainda o papel da FIFA no financiamento do futebol, apontando que tarifas altas ajudam a sustentar o esporte, mas podem não beneficiar exclusivamente atletas e profissionais do setor. A governança e a distribuição de receitas voltam a ser questionadas.
A percepção de custo elevado atinge torcedores de países desenvolvidos, além de emergentes. Na França, estudo aponta gasto médio de cerca de € 4,8 mil para os primeiros três jogos. Em março, a Federação Europeia de Torcedores acionou a FIFA por preços considerados abusivos e opacidade na venda de ingressos.
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