- A Fifa aprovou uma reforma no Regulamento de Governança que permite às jogadoras afegãs representar o Afeganistão em competições oficiais, contornando a proibição do Talibã.
- A decisão reconhece o grupo Afghan Women United (Mulheres Afegãs Unidas) como apto a representar a nação, formado por atletas em exílio na diáspora, em coordenação com a Confederação Asiática de Futebol (AFC).
- A mudança autoriza o registro de seleções nacionais em circunstâncias excepcionais quando a federação local não puder ou não quiser fazê-lo, buscando universalidade e não discriminação.
- Haverá um período de transição administrativa de até dois anos; o time já tem acampamento de treinamento marcado para junho de 2026, na Nova Zelândia, para enfrentar as Ilhas Cook.
- Desde agosto de 2021, o Talibã proibiu esportes femininos, o que motivou protestos; a Fifa diz que a medida representa um avanço para as mulheres afetadas pela proibição.
A Fifa aprovou uma reforma no Regulamento de Governança que autoriza jogadoras afegãs a representarem o Afeganistão em competições internacionais oficiais, mesmo diante da proibição da federação local, controlada pelo governo Talibã. A decisão ocorreu na noite de terça-feira (28).
A nova determinação, acordada com a Confederação Asiática de Futebol (AFC), reconhece o grupo Afghan Women United como apto a representar a nação. A equipe é formada por atletas que vivem na diáspora, em exílio.
A mudança permite que a Fifa registre seleções nacionais em circunstâncias excepcionais, para proteger atletas em contextos políticos fora de seu controle, mantendo os princípios de universalidade e não discriminação.
A nova modalidade vem com um período de transição administrativa de até dois anos. O time já tem treino planejado para junho de 2026, na Nova Zelândia, enfrentando as Ilhas Cook.
Apoio internacional, segundo a Fifa, veio de organizações de direitos humanos e de movimentos de mulheres no Afeganistão, que aguardavam esse reconhecimento. A decisão ocorreu em Vancouver, no Canadá, segundo relato de dirigentes.
Khalida Popal, ex-capitã e ativista, celebrou o marco como um sinal de que o futebol pode fortalecer a voz das atletas refugiadas, desde que haja apoio institucional adequado.
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