- O meio-campo australiano Jackson Irvine criticou a Fifa e o governo dos EUA após Trump receber o Prêmio de Paz da Fifa, dizendo que a decisão desvaloriza o objetivo da entidade.
- Irvine afirmou que premiar Trump vai contra os princípios da Fifa e seu compromisso com os direitos humanos.
- O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a decisão, afirmando que Trump merecia o prêmio.
- A fala ocorre em meio a tensões que cercam a Copa do Mundo, incluindo questões de preços de ingressos, transporte e diplomacia envolvendo Irã e EUA.
- Irvine atua como capitão do St Pauli e é líder entre os jogadores da Fifpro, com possibilidade de disputar a terceira Copa do Mundo.
Jackson Irvine, meio-campo da Austrália, criticou a Fifa e o governo dos EUA pela concessão do Prêmio de Paz da Fifa ao presidente Donald Trump. A fala ocorreu de forma pública nesta semana, antes da disputa da Copa do Mundo, com o atleta apontando contradições entre o prêmio e o mandato de direitos humanos do órgão.
Irvine, capitão do St Pauli e veterano da seleção australiana, afirmou que a decisão descredibiliza os esforços da Fifa para usar o futebol como força global de bem. O jogador participa de ações da Fifpro, órgão que representa jogadores profissionais, e mantém papel ativo em pautas de direitos humanos.
A controvérsia envolve a premiação de Trump, anunciada pela Fifa após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, conforme defesa do presidente Gianni Infantino. A crítica de Irvine se soma a uma pressão internacional em torno de decisões da entidade.
O que está em jogo, segundo o atleta, é a relação entre o esporte e valores sociais. Irvine destacou que decisões desse tipo podem afastar o futebol de suas bases comunitárias e do público global que acompanha a disciplina.
Fontes oficiais mencionaram que a Casa Branca reiterou apoio à premiação, enfatizando que Trump é o mais merecedor do reconhecimento na visão do governo. Não houve posição oficial da Fifa para este texto além das declarações anteriores de Infantino.
A atmosfera do Mundial já vive tensões, com entradas de ingressos e custos de transporte elevando o descontentamento dos torcedores, além do cenário geopolítico envolvendo países participantes. O tema também envolve debates sobre direitos humanos no exterior e nas políticas internas de outros países.
Irvine também manifestou preocupação com a situação de comunidades LGBTI+ nos EUA, ressaltando a importância de apoio público a essas causas durante o evento esportivo. O jogador disse apoiar a expressão responsável de posições sociais, desde que ocorra de forma equilibrada.
No momento, a Fifa ainda não confirmou se jogadores poderão usar brasais ou faixas com mensagens políticas durante a Copa do Mundo deste ano. Irvine comentou que compreende colegas que preferem manter as posições privadas diante do ambiente altamente polarizado.
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