- Cris Tollentino, mãe de Matheus e Lucas Paquetá, transformou a curiosidade de conhecer o talento dos filhos em uma trajetória de gestão profissional no futebol.
- Ela levou os filhos a testes no Flamengo após ver um anúncio de peneira no Ninho do Urubu, iniciando a trajetória no esporte.
- Como empresária, criou a estrutura familiar e montou a Paquetá Sport para gerenciar a carreira dos filhos, distinguindo papel de mãe e de gestora.
- Cris manteve o protagonismo nos contratos e negociações, estudando idiomas e buscando apoio de parceiros para acompanhar Lucas na Europa e no Brasil.
- Ela também trabalha para orientar pais, ensinando planejamento, proteção e estratégia para evitar pressões e dependência financeira no contexto esportivo.
Cris Tollentino, mãe de Lucas Paquetá e Matheus, tornou-se uma peça-chave na gestão das carreiras dos filhos no futebol. A história começa num domingo na Praia da Moreninha, no Rio de Janeiro, quando ela decide observar de perto o talento dos filhos após ouvir a pergunta de um amigo: vale a pena acompanhar de perto o que eles podem alcançar. A partir daí, ela traçou um caminho na prática, sem prometer glamour, apenas cumprir o que precisa para caminhar com eles.
Ao perceber o potencial, Cris foi atrás de uma oportunidade real: uma peneira anunciada no Ninho do Urubu. Ela ligou para o Flamengo, organizou a ida dos dois filhos para o teste e assumiu a responsabilidade pela continuidade da trajetória, desde então mantendo o foco no que precisava ser feito. A simples ação de fazer acontecer virou marca registrada da empresária.
A relação entre mãe e negócio ficou clara ao longo dos anos: Cris montou uma estrutura familiar para sustentar a carreira dos garotos, envolvendo irmãos, avós e demais familiares. Ao atuar como gestora, ela aprendeu a separar o papel materno do papel profissional para negociar com clubes, mantendo o filho central como atividade humana e o atleta como negócio.
Mãe na vida, empresária na mesa
Com Lucas ingressando no Flamengo ainda jovem e viajando para competições acima da idade, Cris enfrentou momentos de dificuldade das viagens sem poder acompanhar tudo de perto. Ela procurou conversar abertamente, explicando aos filhos que o talento precisa ser exercitado com esforço e que riscos, inclusive abusos, exigem atenção constante e comunicação aberta.
Entre as decisões difíceis, Cris lembra das conversas sobre pressões, integridade e limites profissionais. Ela estabeleceu orientações claras para que os filhos reconhecessem situações inadequadas e recorressem à mãe, mantendo o diálogo como ferramenta essencial para proteger os atletas em formação.
Mulher numa mesa de homens
Ao chegar a negociações com clubes, Cris encontrou resistência inicial por ser mulher. Em debates, a diferença de gênero era perceptível, mas o conhecimento técnico e a experiência adquirida com a carreira dos filhos garantiram respeito e credibilidade. Ela investiu no estudo de idiomas para dialogar com equipes no exterior e consolidou sua atuação como agente reconhecida pela FIFA no Rio de Janeiro.
A parceria com Eduardo Uran, da Brasil Soccer, foi destacada como fator decisivo para chegar onde chegou. Cris ressalta a importância de ter apoio de profissionais íntegros e reconhece que a atuação responsável de parceiros é essencial para abrir oportunidades sem abrir mão da ética.
O reconhecimento veio também pelo engajamento com o público nas redes, onde Cris compartilha aprendizados para orientar pais e familiares sobre gestão de carreira. O objetivo é evitar que jovens atletas se tornem dependentes ou percam o vínculo com a base familiar.
Ao longo de 15 anos de atuação, Cris Tollentino reforça a importância de conhecimento técnico aliado à proteção familiar. O recado para pais é simples: quanto mais informações, mais assertividade na condução da carreira dos filhos, com foco em bem-estar e equilíbrio entre sucesso e vida pessoal.
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