- O 76º Congresso da FIFA acontece nesta quinta-feira, em Vancouver, com cerca de mil e seiscentos delegados de mais de duas centenas de associações.
- A ausência do Irã domina as discussões após o episódio no aeroporto de Toronto, envolvendo autoridades iranianas e imigração canadense.
- O presidente Gianni Infantino enfrenta escrutínio por preços de ingressos elevados e pela proximidade com Donald Trump; também há pedidos para abolir o Prêmio da Paz da FIFA, concedido a Trump.
- A FIFA anunciou quase US$ 900 milhões em premiação total para a Copa do Mundo, alegando que equipes classificadas temiam prejuízos com custos de viagem e operações.
- A possibilidade de readmissão da Rússia no futebol internacional é tema de debate, com Infantino afirmando que a suspensão não atendeu aos objetivos e pode ser considerada.
O 76º Congresso da Fifa acontece nesta quinta-feira em Vancouver, Canadá. Autoridades do futebol reúnem-se para discutir a menos de dois meses da Copa do Mundo, que será disputada em Canadá, México e EUA. O encontro reúne cerca de 1.600 delegados de mais de 200 associações.
Entre os temas da pauta estão a guerra no Oriente Médio, os desafios logísticos para a Copa de 2026 e as sanções contra a Rússia. A presença do Irã no evento é tema de incerteza após a saída abrupta da FFIRI do Canadá, na esteira de um incidentе no aeroporto de Toronto.
Irã na pauta e sanções
Dirigentes iranianos deixaram o Canadá após desembarcar em Toronto, e a imprensa local informou que o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, voltou ao país após supostos incidentes com agentes de imigração. Ottawa reiterou que pessoas ligadas à IRGC não têm lugar em seu território.
O Irã tem dois jogos da fase de grupos marcados para Los Angeles, em 15 e 21 de junho, contra Nova Zelândia e Bélgica, antes de seguir a Seattle para enfrentar o Egito em 26 de junho. O governo americano afirmou que não pretende excluir jogadores iranianos, mas há reservas sobre acompanhantes que estariam ligados à IRGC.
Infantino sob escrutínio
O presidente da Fifa chega ao Congresso sob forte escrutínio após críticas ao aumento dos custos de ingressos e à proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump. A Fifa informou ter elevando a premiação total da Copa para quase US$ 900 milhões, frente aos US$ 727 milhões anunciados anteriormente.
Organizações de direitos humanos acompanham o evento e pedem que Infantino demonstre medidas para garantir a segurança de torcedores, jornalistas e comunidades locais diante de riscos de repressão migratória. A Anistia Internacional alerta para a necessidade de ações concretas.
Premiação, política e continuidade da Rússia
A pauta também envolve o debate sobre o Prêmio da Paz da Fifa, alvo de cobranças para sua abolição. A ideia é evitar conotações políticas associadas a reconhecimentos feitos durante o sorteio da Copa.
O congresso deve ainda tratar da continuidade da suspensão da Rússia no futebol internacional, proposta para revisão conforme mudanças no contexto geopolítico. Infantino já manifestou, no começo do ano, a favor do possível readmitir da Rússia, desde que haja condições.
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