- O Ministério Público de São Paulo rebateu as tentativas do São Paulo e de Júlio Casares de arquivar o inquérito civil sobre gestão temerária.
- O parecer do MP-SP foi apresentado ao Conselho Superior, que ainda decidirá o caminho a seguir.
- O inquérito civil começou formalmente em janeiro, após questionamentos do MP-SP sobre vendas de atletas da base, déficit financeiro e possíveis conflitos de interesse envolvendo Casares.
- O São Paulo e Casares defendem que o inquérito extrapola atribuições e que o tema envolve disputas internas, oferecendo sugestões para limitar o escopo.
- O procurador responsável, Paulo Destro, elaborou parecer ao Conselho Superior defendendo a continuidade da investigação e a rejeição dos recursos apresentados.
A Procuradoria do Ministério Público de São Paulo rebateu as tentativas de arquivamento apresentadas pelo São Paulo FC e pelo ex-presidente Júlio Casares no Inquérito Civil que apura gestão temerária no clube. A defesa havia protocolado recursos na terça-feira, 28, e a resposta do MP-SP saiu no mesmo dia. A decisão final depende do Conselho Superior do Ministério Público.
A investigação, iniciada formalmente em janeiro, mira questões como venda de atletas da base, déficit em 2024, o fundo para Cotia e conflitos de interesses entre Casares e o agente Aref Abdul Latif. O inquérito começou após questionamentos do MP-SP ainda em dezembro sobre esses pontos.
O clube afirma que o inquérito extrapola atribuições do MP e defende o arquivamento. O São Paulo sustenta que não houve irregularidades na gestão financeira nem no fundo de Cotia, e que a associação privada não utiliza recursos públicos. O argumento é de que o tema não seria de interesse público, mas de disputa interna.
Casares, que comandou a gestão no período em análise, também pede o arquivamento. A defesa aponta que denúncias anônimas motivaram a apuração e que decisões orçamentárias entre 2021 e 2025 foram aprovadas pelos órgãos sociais competentes. Ele ressalta que houve superávit, redução de dívida e recorde de faturamento.
O MP sustenta, em parecer encaminhado ao Conselho Superior, a continuidade do inquérito. O procurador Paulo Destro, responsável pelo caso, defende a permanência da apuração e a rejeição dos recursos apresentados pelos envolvidos. A avaliação final deve considerar as informações apresentadas pela defesa e pelos investigados.
Contexto e desdobramentos
O inquérito envolve ainda debates sobre a atuação de dirigentes, possível nepotismo e uso de espaços como camarotes. O São Paulo afirma que alguns temas não são de interesse público e foram incluídos sem necessidade. A apuração envolve questões administrativas e potenciais conflitos de interesse no clube.
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