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SAF do Botafogo divulga balanço com dívida bilionária e receita recorde

Balanço de 2025 da SAF do Botafogo aponta receita recorde de R$ 1,44 bilhão e dívida de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, com auditoria indicando incerteza sobre a continuidade

John Textor vive momento de incerteza na SAF do Botafogo (Foto: Mauro Pimentel/AFP)
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  • Receita de 2025 foi de 1,44 bilhão, recorde, com a maior parte gerada pela venda de atletas (733 milhões).
  • O relatório aponta premiações de 269 milhões, 92 milhões em publicidade, 52 milhões com sócio-torcedor e 60 milhões com vendas de produtos.
  • O passivo soma cerca de 2 bilhões, com dívida representada em 1,8 bilhão; há 260 milhões de receita não auferida.
  • A auditoria independente, feita pela BDO, absteve-se de emitir opinião, citando ausência de evidências suficientes e dúvidas sobre a continuidade do projeto.
  • No cenário atual, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tirou poderes da Eagle Bidco; haverá Assembleia Geral Extraordinária para decisão sobre permanência de dirigentes e possíveis aportes, com a GDA Luma entre as apostas futuras.

A SAF do Botafogo divulgou, na noite de 30/4, o balanço financeiro de 2025. O documento de 81 páginas aponta receita recorde, mas revela dívida bilionária ligada à crise societária em curso. O projeto envolve a gestão iniciada em 2022 e enfrenta incertezas jurídicas.

O faturamento de 2025 chegou a 1,44 bilhão de reais, maior já registrado pelo clube. A maior fatia veio de venda de atletas, com 733 milhões. Premiações somaram 269 milhões, publicidade 92 milhões, sócio-torcedor 52 milhões e venda de produtos 60 milhões.

O passivo totaliza 2,0 bilhões de reais, com 1,8 bilhão refletindo dívidas segundo o balanço. Ainda há 260 milhões de reais de receita não auferida. A situação financeira ocorre em meio a disputas entre acionistas e questionamentos sobre a continuidade do projeto.

A SAF informou que reduziu a dívida do Botafogo Social para 550 milhões, após pagamento de 80 milhões em 2025. O Botafogo Social é o veículo que administra a participação social e detém 10% das ações, sob a presidência de João Paulo Magalhães.

A auditoria independente da BDO absteve-se de apresentar opinião, citando dificuldades para obter evidências suficientes. O contexto envolve pedido de recuperação judicial da SAF e incertezas que podem impactar ativos e passivos.

O relatório aponta capital circulante negativo de 952 milhões de reais e passivo a descoberto de 432 milhões. A continuidade das operações depende de medidas de recuperação financeira adotadas pela administração.

Quanto às relações com Lyon e Eagle Bidco, a BDO aponta ausência de premissas suficientes nas demonstrações para calcular recuperações de valores cobrados. O trabalho foi prejudicado por falta de documentação e confirmações bancárias.

Auditoria

A votação sobre a permanência da atual gestão e eventuais aportes deverá ocorrer em Assembleia Geral Extraordinária convocada pela SAF. O presidente atual, Durcesio Mello, assumiu após a remoção de Textor e recebe apoio limitado de acionistas.

A GDA Luma, que emprestou 25 milhões de dólares, aparece como potencial novo investidor. A situação jurídica envolve ações do Botafogo Social e a direção da SAF, com impactos diretos na governança do clube.

A crise segue sem data definida para solução. Expectativas apontam para definição de governança, possível aporte financeiro e novos aportes de investidores, com efeitos diretos no planejamento esportivo.

Cenário atual

O Botafogo vive momento crítico em meio à disputa por controle societário. O TJ-RJ retirou poderes de decisão da Eagle Bidco e manteve Durcesio Mello como diretor-geral da SAF após decisão arbitral. A próxima assembleia deve esclarecer a governança.

Durcesio Mello precisa convocar a Assembleia Geral Extraordinária para votar a permanência na SAF. Também há expectativa de decisão sobre eventuais aportes e a entrada de novo investidor.

O clube busca estabilidade financeira e continuidade dos projetos, enquanto sinais indicam que o futuro depende de acordos entre acionistas e aprovação de recursos para recomposição do equilíbrio econômico.

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